Política

“Ao meio-dia eu era contra, mas depois votei a favor” diz Jorge Goetten sobre votação para o fim da escala 6x1

Deputado afirmou que apoiou a proposta após articulação para reduzir impactos no setor produtivo.

“Ao meio-dia eu era contra, mas depois votei a favor” diz Jorge Goetten sobre votação para o fim da escala 6x1 Jorge Goetten. Foto: Reprodução / Portal Making Of

O deputado federal Jorge Goetten, do Republicanos de Santa Catarina, afirmou que mudou o voto sobre o fim da escala 6x1 após uma articulação na Câmara dos Deputados. A declaração foi dada durante entrevista ao Café com João, na Rádio Sintonia.

A proposta aprovada na Câmara prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados, sem redução salarial. Após a aprovação pelos deputados, o texto chegou ao Senado no dia 27 de maio de 2026. 

Segundo Goetten, até o meio-dia do dia da votação, ele era contrário à análise da proposta naquele momento. O deputado disse que avaliava a tramitação como acelerada e defendia uma transição mais longa para empresas e trabalhadores: “Eu, até a quarta ao meio-dia, era contra nós votarmos apressadamente, como foi votado, porque a gente não conseguiu se aprofundar no debate”, afirmou.

Escala 6x1: deputado explica mudança de voto

Durante a entrevista, Goetten disse que a mudança ocorreu após uma reunião na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba. Conforme o deputado, o grupo conseguiu incluir um artigo no relatório do deputado federal Leo Prates, do Republicanos da Bahia: “Eu votei a favor porque nós conseguimos incluir uma emenda, um artigo, o artigo quinto, no relatório do Leo Prates”, declarou.

De acordo com Goetten, esse trecho abriu espaço para que uma lei complementar trate dos impactos da mudança, especialmente sobre micro e pequenas empresas: “Isso deu conforto para eu votar a favor da mudança da escala e da jornada, como foi aprovado”, disse.

Jornada de trabalho e impacto nas pequenas empresas

O deputado afirmou que parlamentares ligados ao setor produtivo defendiam uma transição mais longa. Segundo ele, a redução da jornada e a alteração da escala exigem adaptação das empresas: “Essa transição de diminuir de 44 horas para 40 horas, de diminuir de seis dias trabalhados para cinco dias trabalhados por semana, teria que ter uma transição mais longa”, afirmou.

A Agência Brasil informou que o acordo discutido na Câmara previa uma regra de transição com redução da jornada para 42 horas semanais em 60 dias e, depois de um ano, para 40 horas semanais. Goetten também citou sua atuação como presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa.

Além disso, disse que relata um projeto voltado ao aumento do limite de enquadramento das micro e pequenas empresas: “O presidente Hugo Motta assumiu um compromisso comigo e com a presidente da comissão de que essa reivindicação desde 2016 da micro e pequena empresa vai acontecer agora”, afirmou.

Fim da escala 6x1 segue para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou a proposta em dois turnos no dia 27 de maio de 2026. O texto passou a seguir para análise do Senado, conforme informou a Agência Senado. Durante o Café com João, Goetten afirmou que não sabe como o Senado vai conduzir a votação. Ainda assim, avaliou que a proposta pode avançar caso entre na pauta: “No Senado eu não sei o que vai acontecer. Se for para votação, eu acho que vai ser aprovado”, disse.

O deputado também afirmou que a pauta ganhou apoio de parte da população e passou a ocupar o debate nacional: “Essa pauta tomou conta do país. Mais de 70% da população é a favor da alteração da escala e da jornada”, declarou.

Goetten defende equilíbrio entre empregado e empregador

Ao comentar os efeitos da proposta, Goetten disse que o debate precisa considerar trabalhadores e empresas. Para ele, mudanças na jornada podem gerar efeitos para o setor produtivo: “Nós temos que ver os dois lados. Porque quando a gente cuida do empregador, do empresário, a gente cuida também do empregado”, afirmou.

O deputado completou dizendo que a medida pode ter consequências para as empresas, principalmente em setores com maior dificuldade de adaptação: “A gente tem que cuidar do empregado e tem que cuidar do empregador. Não dá para cuidar só de um. Pode ter um efeito colateral”, concluiu.

Confira os detalhes na fala do Deputado Federal Jorge Goetten, durante entrevista para a Rádio Sintonia: 

Publicidade

Outras Notícias