PSL: a mais nova força partidária de Santa Catarina

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PSL: a mais nova força partidária de Santa Catarina

Comandante Moisés fez mais de um milhão de votos em SC (Foto: Marco Favero / Diário Catarinense)

 

Em abril deste ano, quando o vereador Lucas Esmeraldino, de Tubarão, assumiu a presidência do PSL catarinense, a sigla não representava nada no cenário político estadual. Não tinha nenhum deputado estadual, federal ou senador. Tampouco era possível imaginar um candidato do partido disputando voto a voto a vitória no primeiro turno da eleição para governador.

Pois neste domingo, tudo mudou: a sigla, agora, tem a maior bancada catarinense em Brasília – quatro parlamentares -, a segunda mais expressiva na Alesc – seis deputados estaduais. Além disso, terá candidato disputando o governo do Estado no segundo turno. Esmeraldino, líder do partido em SC, por muito pouco não venceu a disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal. 

Certo de toda essa mudança no tabuleiro partidário do Estado é o avalista para que o PSL se juntasse aos maiores partidos de SC: Jair Bolsonaro. O candidato à presidência, que no Estado obteve seu maior percentual de votação no país, fez com que a adesão crescente a sua campanha respingasse em diversas outras de aliados da sigla.

A que causou maior surpresa foi a de comandante Moisés da Silva, bombeiro militar da reserva, que aparecia em quarto nas pesquisas de intenção de voto ao governo do Estado, mas neste domingo chegou a liderar a apuração e manteve boa vantagem sobre o terceiro colocado. Agora, Moisés terá mais três semanas para saber o quão possível será a sigla, antes nanica, assumir a Casa D’Agronômica.

Na Alesc, o deputado estadual mais votado foi o vereador e professor Ricardo Alba, do PSL de Blumenau, com 62.762  votos. O segundo candidato mais votado à Câmara Federal foi Daniel Freitas, jovem empresário de Criciúma, com 142.571 votos. Com ele, outros três nomes do PSL formaram a maior bancada catarinense em Brasília.

Das quatro disputas em SC, o PSL só não venceu a eleição ao Senado. Mesmo assim, com uma votação de 1,1 milhão de votos, Esmeraldino disputou até o último segundo a vaga de senador. No fim, perdeu. Mas certamente mostrou o poder do PSL no Estado, um poder catapultado pelo homem que escolheu a sigla como seu partido e trouxe a reboque uma série de vencedores neste pleito.

 

Por Leonardo Thomé 

Diário Catarinense

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