Morte de casal natural do Alto Vale foi motivada por herança, diz polícia; filho e ex-marido da mulher são suspeitos

Segundo a Polícia Civil, 23 imóveis estavam na partilha de bens entre Eliana e o ex-companheiro, preso por suspeita de ser um dos mandantes do crime.

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Morte de casal natural do Alto Vale foi motivada por herança, diz polícia; filho e ex-marido da mulher são suspeitos

Foto: Reprodução Internet

 

As investigações da Polícia Civil apontam que o assassinato do casal Eliana Maria Stickel Francisco, de 46 anos, natural de Vidal Ramos e Agostinho Petry, de 57, natural de Presidente Nereu, mas que moravam em Timbó, foi motivado por uma disputa por herança. Segundo o delegado André Beckmann, o patrimônio da mulher e do ex-companheiro, Agenor Manoel, um dos suspeitos de serem mandantes do crime, era composto por 23 imóveis.

Além do ex-marido de Eliana, o filho dela com Agenor, Maicon Manoel Francisco, também é investigado por suspeita de mandar matar a própria mãe e o novo namorado dela. Eles foram presos no sábado (20) com um terceiro homem, que seria um dos executores do crime.

Dos imóveis previstos na partilha de bens no divórcio de Eliana e Agenor, 15 eram alugados por inquilinos. "Nenhum valor ficava com a vítima até ela entrar na Justiça [em janeiro de 2022]", informou Beckmann. Ela e o companheiro foram encontrados mortos em julho deste ano.

Somente no terreno onde a vítima morava, de acordo com o delegado, havia cinco quitinetes para alugar.

 

Investigação

 

André Beckmann afirmou que os presos ficaram em silêncio durante o interrogatório.

O investigador disse também que o pai e o filho suspeitos estavam com malas e que havia R$ 9 mil em dinheiro dentro delas. Eles ainda estavam com duas cartas. Esse material foi apreendido, junto com celulares. Os aparelhos passarão por perícia.

O delegado não deu detalhes sobre como chegou aos homens ou a motivação para os assassinatos. No total, há quatro suspeitos. O quarto homem está foragido. Ele é suspeito de ser outro executor. Os quatro estavam com a prisão preventiva decretada desde a noite de sexta-feira (19).

"Durante as investigações, a Polícia Civil demonstrou que dois homens, de 19 e 21 anos, vieram a Timbó na madrugada de 15 de julho e, ainda no mesmo dia, assassinaram Eliane e Agostinho. A investigação também identificou dois mandantes do crime", informou em nota a Polícia Civil.

Com o suspeito de ser um dos executores, foi encontrada uma pistola com 11 balas, o que também resultou na prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Os três investigados foram levados para o Presídio de Joinville, no Norte do estado

 

Entenda

 

O casal foi encontrado depois que um dos filhos de Agostinho acionou a polícia informando que o pai não respondia mais as mensagens no aplicativo de conversa.

Ao chegar na residência, os policiais encontraram Agostinho amarrado, com um corte profundo no pescoço, em um dos cômodos. Eliana estava em outro quarto e tinha ferimentos na cabeça e costas.

À época, o delegado André Beckmann informou que aguardava resultado dos laudos cadavéricos e da cena do crime para ter mais subsídios para a investigação. A casa estava revirada e a caminhonete de Agostinho foi encontrada mais tarde, em Indaial, na mesma região.

 

Por Sofia Mayer, g1 SC

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