Governador Moisés nega contatos sobre respiradores: “não conversamos com ninguém”

Chefe do Executivo disse que soube dos primeiros problemas na compra no dia 20 de abril e que a partir de então buscou ações para recuperar valores.

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Governador Moisés nega contatos sobre respiradores: “não conversamos com ninguém”

Governador Carlos Moisés - Foto: Julio Cavalheiro, Secom, divulgação

O governador Carlos Moisés (PSL) se defendeu das menções ao seu nome na investigação que apura irregularidades na compra de 200 pelo governo do Estado e negou conhecer os investigados.

Em entrevista coletiva no final da tarde desta segunda-feira (22), o governador disse não ter feito nenhum contato com qualquer um dos suspeitos que mencionaram o termo governador em três diálogos, segundo a força-tarefa que investiga o caso.

– Frases de terceira pessoa, que remetem a alguém, sem citar sequer o nome do governador. São pessoas desconhecidas do governo do Estado, que vendem ao Brasil inteiro (...). Não houve abordagem ao governador, são ilações, não há fato concreto – afirmou Moisés.

O governador elogiou as ações de transparência tomadas à frente do governo e disse ser “o maior interessado” que o STJ analise o caso “com celeridade”. Moisés negou qualquer relação com Samuel Rodovalho e César Augustus Martinez Thomaz Braga, investigados na operação.

– Todos esses nomes eram desconhecidos dos catarinenses, e também meus. Em momento algum negociei compra de respiradores, atendi telefonemas ou conversei com alguém. Não conheço essas pessoas, não conhecia também as empresas citadas, só conheci depois nos jornais, para mim eram ilustres desconhecidas que chegaram agora para vender para o governo. E acho muito estranho alguém considerar uma mensagem encaminhada de alguém como se fosse um fato relevante dizendo que já falou com o governador, e não diz nem sequer quem é esse governador. Certamente não conversamos com ninguém – afirmou.

Governador disse que soube de problema na compra em 20 de abril

O governador disse que soube no dia 20 de abril de que o Estado enfrentava dificuldade para receber os respiradores comprados. A informação teria sido repassada pelo então secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino.

Moisés disse que na ocasião o aconselhou a acionar a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que recomendou a abertura das duas sindicâncias instauradas posteriormente pelo Estado para apurar possíveis irregularidades na compra.

Segundo o governador, somente dois dias depois, em 22 de abril, é que ele soube que o Estado havia feito o pagamento antecipado e não tinha garantias de que a entrega ocorreria.

– Tão logo soube disso, determinei que buscássemos recuperar esses valores para o Estado, que todas as ações fossem tomadas. No dia 23, o delegado-geral Paulo Koerich foi chamado e eu falei: a situação é essa. dia 22, do pagamento antecipado, agora começa um movimento de dúvida se de fato vão ser entregue. A partir de hoje é caso de polícia.

 

Por Lucas Paraizo e Jean Laurindo

DC / NSC Total

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