Assembleia aprecia projeto que pode acabar com plano de saúde de deputados estaduais

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Assembleia aprecia projeto que pode acabar com plano de saúde de deputados estaduais

Proposta vai ser analisada nesta terça-feira pela CCJ (Foto: Reprodução)

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), analisa nesta terça-feira (11) um projeto de lei que pode acabar com o auxílio de saúde pago aos deputados estaduais.

A proposta foi apresentada pela deputada Ana Paula Lima (PT). Na justificativa, a parlamentar citou os gastos que a Alesc teve com o tratamento de saúde do ex-presidente da Casa, Aldo Schneider, morto em agosto deste ano.

Segundo dados da Assembleia, foram gastos cerca de R$ 3 milhões para que Schneider pudesse tratar o câncer que o vitimou. 

"Todos devem ter direito ao acesso dos melhores tratamentos disponíveis, entretanto, chama atenção ao fato de que tal valor seria suficiente para tratar 5.000 pacientes durante 15 dias no Cepon (Centro de Pesquisas Oncológicas), em Florianópolis, com cirurgias, exames, quimioterapias e radioterapias inclusivas", diz a parlamentar na justificativa da medida.

Para Lima, os deputados devem lembrar a crise econômica que o Brasil atravessa, com quedas nas receitas e dar o exemplo para economizar com as contas públicas. "A saúde em nosso Estado passa por situações complicadíssimas, com falta de medicamentos e insumos, encerramento de atendimentos por hospitais credenciados ao SUS, por conta da falta de repasses de recursos pelo Estado e pela União", afirma a deputada no projeto.

Este é o primeiro passo do processo de tramitação na Casa. Se aprovado, seguirá para as comissões responsáveis pelo tema, antes de chegar ao Plenário. 

Nesta primeira etapa, ele será avaliado pelos deputados Jean Kuhlmann (PSD), Valdir Cobalchini (MDB), Darci de Matos (PSD), Dirceu Dresch (PT), João Amin (PP), Marcos Vieira (PSDB), Mauro de Nadal (MDB), Ricardo Guidi (PSD) e Rodrigo Minotto (PDT). Parte deles pretende se reeleger. Se a proposta for aprovada, eles perderiam o benefício.

 

Por Diário Catarinense

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