Rios do Vale e Alto Vale têm pontos críticos de estiagem

Mesmo com previsão de chuvas para os próximos meses, meteorologistas apontam que a situação não deva melhorar.

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Rios do Vale e Alto Vale têm pontos críticos de estiagem

Foto: Patrick Rodrigues

 

Basta passar por alguma ponte no Vale do Itajaí para perceber que a falta de chuva nos últimos meses tem refletido nos baixos níveis dos rios da região. O problema acontece do Litoral ao Alto Vale do Itajaí. Conforme a Epagri/Ciram, a situação mais grave acontece no Rio Canoas, afluente do Rio Camboriú, em Camboriú, que está em situação de estiagem. E o principal rio do Vale, o Itajaí-Açu, tem pontos de alerta e atenção em Apiúna e Taió.

A Epagri/Ciram mostra que os demais pontos críticos na região se concentram no Médio e Alto Vale. Em Apiúna, o Rio Itajaí-Açu, e o Rio Itajaí-do Oeste, em Taió, já entraram em estado de alerta e atenção. Blumenau é uma das cidades que também está prestes a entrar em estado de atenção de estiagem, com o Rio Itajaí-Açu.

No Rio Hercílio, em José Boiteux, e no Rio Benedito, em Timbó, as réguas estão quase apontando o estado de atenção, com os níveis oscilando entre 42 e 55 cm, de acordo com dados atualizados até ontem. Já no Litoral, o Rio Camboriú estava em nível baixo até semana passada, mas choveu e apresentou leve melhora, porém, se não chover mais, poderá voltar à condição de estiagem.

 

Agosto foi mês atípico

Meteorologistas afirmam que agosto foi extremamente atípico para a estação com volumes de chuva insuficientes para melhorar o quadro, causada por um bloqueio atmosférico.

– O mês de agosto foi anormal. Choveru apenas 25 mm no Vale. Isso praticamente é insignificante tendo em vista que a previsão para o período era 105mm. Faltaram 80 mm para chover regularmente, e isso é muita coisa. Isso acontece nos últimos meses devido a um bloqueio atmosférico que estamos atravessando – explica Guilherme Miranda, pesquisador de meteorologia da Epagri.

A situação fez com que a Usina do Salto Pilão, em Apiúna, no Médio Vale, adotasse o sistema de restrição de funcionamento por conta dos baixos níveis. Segundo o departamento de comunicação da usina, atualmente a unidade trabalha com aproximadamente 15% da capacidade total. Contudo, a assessoria informou que a situação de restrição produtiva por conta do baixo nível do rio é normal, mas que segue sendo acompanhado, sem previsão de quando a unidade deve voltar a operar com a capacidade normal.

Conforme a Celesc, a Usina do Salto, em Blumenau, está em manutenção. Por isso, trabalha de maneira reduzida. Já o Samae informou que, até o momento, não enfrenta problemas no abastecimento de água devido à estiagem.

 

Patrick Rodrigues

(Foto: Patrick Rodrigues )

 

Setembro deve ser mais chuvoso

Conforme boletim da Epagri/Ciram, divulgado na terça-feira sobre setembro, outubro e novembro, a previsão é de período com mais chuvas. A tendência é de que chova de 110 a 130 mm no Litoral, de 130 a 170 mm no Planalto Norte e de 150 a 210 mm no Oeste e Meio-Oeste, devido a passagens de frente frias.

Contudo, o cenário deve seguir desanimador. Conforme a meteorologia, o nível de concentração de água no solo é baixo, o que não melhora os níveis dos rios. Ainda, rapidamente a situação de estiagem pode voltar a se estabelecer, caso ocorram novos períodos longos de dias secos.

 

Por Nathan Neumann

NSC Total

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