Jogadores do Figueirense encerram greve e prometem jogar no sábado: “Respeito à torcida”

Por meio de nota, elenco garante volta aos treinos nesta sexta, mas exige pagamento dos atrasados.

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Jogadores do Figueirense encerram greve e prometem jogar no sábado: “Respeito à torcida”

Jogadores em greve — Foto: Guto Marchiori / Divulgação

 

A paralisação dos jogadores do Figueirense chegou ao fim após seis dias. Na noite desta quinta-feira, por meio de nota, o elenco confirmou que irá retornar aos treinos e também entrar em campo contra o CRB no sábado, às 19h (horário de Brasília) impedindo, assim, o segundo W.O. na Série B do Campeonato Brasileiro.

No documento, os atletas do Figueira afirmaram que, apesar da diretoria não ter cumprido nenhuma exigência e nem efetuado os pagamentos devidos, as atividades serão retomadas “em respeito à instituição e à nossa torcida”.

Havia a ameaça de um novo W.O do Figueira na Segundona. Isso porque na terça, diante do Cuiabá, o time não entrou em campo em protesto pelos salários atrasados.

 

Nota jogadores do Figueirense — Foto: Reprodução

Nota jogadores do Figueirense — Foto: Reprodução

 

A expectativa era que a equipe voltasse às atividades na tarde desta quinta-feira, mas nada havia mudado. No estádio Orlando Scarpelli, o volante Zé Antônio, com o apoio dos demais companheiros, expôs a situação financeira do clube aos jornalistas em um pronunciamento e rebateu a nota oficial do Figueira sobre o pagamento dos atrasados. No documento, a diretoria afirma a quitação das pendências salariais dos funcionários e jogadores das categorias sub-15 e sub-17.

Por volta das 20h20, com 50 minutos de atraso em relação ao cronograma inicial, os jogadores do Figueirense deixaram o hotel em direção à Arena Pantanal. No vestiário, permaneceram por 40 minutos, enquanto os atletas do Cuiabá realizaram o aquecimento no gramado. Na sequência, voltaram ao veículo e foram embora, sem dar entrevistas.

No desembarque em Florianópolis, a delegação recebeu apoio e muitos aplausos da torcida no aeroporto Hercílio Luz. Os atletas foram ao estádio Orlando Scarpelli, mas não encontraram nenhum dirigente para conversar.

 

Entenda a crise no Figueirense

O direito de imagem do elenco não é pago desde maio, enquanto o mês de julho, referente ao vencimento em carteira, também está pendente. Há, ainda, o não recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Denis conseguiu a rescisão indireta com o Figueirense no início do mês por este motivo. Dias depois, o clube derrubou a liminar concedida ao goleiro.

Uma notificação extrajudicial, assinada por 31 jogadores, foi enviada ao presidente da Elephant (gestora do futebol do clube), Cláudio Honigman, no domingo. Nela, o elenco manifestou a intenção de não treinar ou jogar até que os acertos sejam realizados. O clube, por outro lado, trata a paralisação como "falta ao trabalho".

Pelas redes sociais, os atletas se manifestaram. Na sexta, foi postada a imagem do escudo do Figueirense num fundo preto e a frase: "Paramos hoje, pela sobrevivência do amanhã". No dia seguinte, a mensagem relatou pressão e ameaça da diretoria para a retomada dos treinamentos. Além disso, todos colocaram a frase "somos todos líderes".

Em julho, o elenco ficou sem treinar por alguns dias pelo mesmo motivo. Na ocasião, o presidente prometeu quitar as pendências financeiras. A promessa evitou a possibilidade de W.O. diante do Vitória. Em seguida, a Elephant assinou um termo de compromisso com o Conselho Deliberativo do clube, garantindo que os atrasos iriam acabar. O aditivo no contrato não teve os termos divulgados.

 

Por Daniela Walzburiech e Guto Marchiori — Florianópolis

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