Em Blumenau, ministro transfere decisão sobre a Furb para o próximo governo

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Em Blumenau, ministro transfere decisão sobre a Furb para o próximo governo

Foto: Divulgação

 

Se houver federalização da Furb, ela só acontecerá a partir de 2023, no próximo governo. Foi o que confirmou o ministro da Educação, Victor Godoy, durante visita à universidade de Blumenau nesta terça-feira (23). Diante dos reitores da Acafe e de líderes empresariais e políticos do Vale do Itajaí, ele assinou um termo de compromisso dando prazo de seis meses para que sejam feitos estudos sobre o processo. Mas sinalizou ter um caminho em mente.

Apesar de o ato ter, na prática, delegado a decisão para quem estiver sentado na cadeira de ministro no ano que vem — mesmo que o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito, nada garante que Godoy permaneça na função —, a visita foi avaliada como histórica pela reitoria da Furb e pelo prefeito Mário Hildebrandt (Podemos). A última vez que um ministro da Educação havia pisado na instituição foi em 1986, quando Marco Maciel formalizou a ascensão dela à categoria de universidade.

Outro sinal importante foi o secretário de Educação Superior (Sesu), Wagner Vilas Boas de Souza, ter acompanhado o ministro em Blumenau. É na Sesu que a demanda está concentrada. Além do MEC, os estudos envolverão o Ministério da Economia. 

A ordem para iniciar as análises deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União. Godoy disse em Blumenau, mais de uma vez, ter uma ideia de como efetivar a federalização. Mas não a detalhou.

— A visita foi dentro do que esperávamos — avaliou a reitora Marcia Sardá Espíndola.

Como ato político, a visita tem impacto — inclusive para o senador e candidato a governador, Jorginho Mello (PL), que a articulou. Nunca o Ministério da Educação esteve tão próximo da demanda por uma universidade federal no Vale do Itajaí. Um próximo governo, seja ele qual for, ouvirá reivindicações sobre a Furb com o trabalho já iniciado.

Mas é preciso ter pés no chão. Os estudos só deixarão de ser estudos se a vontade política demonstrada agora resistir ao término das eleições.

 

Por Evandro de Assis/nsc total

 

 

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