Preços das carnes de frango, suíno e bovino aumenta até 45% em SC, aponta pesquisa

Motivo principal é o aumento das exportações, principalmente para a China.

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Preços das carnes de frango, suíno e bovino aumenta até 45% em SC, aponta pesquisa

Compras da China ajudaram a elevar o custo da carne no Brasil(Foto: Diorgenes Pandini)

O que o consumidor já sentiu o bolso agora foi contabilizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, que nesta semana divulgou o percentual de aumento das carnes no atacado, publicado no Boletim Agropecuário de dezembro.

O preço da carne de frango teve um aumento médio de 20,57% em quatro cortes analisados. A maior variação foi na coxa e sobrecoxa congelada, que estava em R$ 5,02 em dezembro do ano passado, agora está em R$ 6,85 ao quilo, com alta de 36,27%.

Na carne suína o aumento médio foi de 30%. A carcaça de suíno teve um aumento de 40,39%, passando de R$ 6,46 ao quilo para R$ 9,47. O corte que subi menos foi o lombo, de R$ 11,56 para R$ 13,59, um aumento de 21,68%.

O aumento foi ainda maior na carne bovina, que teve um acréscimo de 31,48% na carne de traseiro, que passou de R$ 14,01 em dezembro do ano passado para R$ 18,42 neste ano. O dianteiro aumentou 45,45%, de R$ 8,07 para R$ 11,74 por quilo no período de um ano.

O analista do setor de carnes do Centro de Socieconomia e Desenvolvimento Agrícola da Epagri (Cepa/Epagri), Alexandre Giehl, disse que normalmente há um aumento nas carnes no final de ano, pois é um período de maior consumo.

Só que as exportações, principalmente de suínos e bovinos, que bateram recordes, devido ao impacto da peste suína na China, acabaram reduzindo a oferta e elevando os preços. A arroba do boi no campo, que estava em R$ 150 há um ano, passou para R$ 200. O quilo do suíno vivo passou de R$ 3,00 para R$ 4,50.

Com o aumento das outras carnes, o frango também se valorizou. Giehl disse que os preços não vinham oscilado muito até setembro, quando começou a valorização da carne bovina. Além da demanda da China e das festas de final de ano, o dólar alto, abate de fêmeas e entressafra na oferta de bovinos acabou acentuando a alta nos preços.

— Agora a situação estabilizou. O preço da carne bovina não deve subir mais pois inibiu a demanda do consumidor e não cai porque alguns criadores estão segurando os bois esperando mais valorização. Acredito que em janeiro deve correr uma queda nos preços, pois a demanda diminui no período. Em fevereiro também há mais oferta de pastagens no Centro/Oeste, aumentando a oferta. Mesmo havendo uma queda os preços devem ficar num patamar superior ao que eram — avaliou.

O diretor comercial da Aurora Alimentos, Leomar Somensi, disse que devido ao excepcional desempenho das exportações brasileiras, o consumidor pode espera um aumento de 15% a 20% no preço final dos produtos de aves e suínos no final do ano.

— O Brasil exportou muita carne neste ano, não há nenhum produto em falta, mas as vendas aquecidas para o exterior estimulam o aumento de preço no mercado doméstico porque a oferta naturalmente diminui — explicou.

Devido ao aumento das exportações a Aurora deve ampliar de 25% para 30% seu faturamento com exportações.

Ele também explica que, quando sobe a carne bovina, as outras proteínas também sobem pois são alternativas mais baratas. Por isso ele calcula que a Aurora Alimentos vai ampliar em 3% a 4% o crescimento e faturamento de alimentos cárneos neste Natal. Ele acredita que o preço não vai impedir a tradição de uma mesa farta com pratos à base de carnes nas festas natalinas.

 

Por Darci Debona

NSC Total

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