Com impactos da Covid-19 e do ciclone, lucro da Celesc cai 19% no 3º trimestre

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Com impactos da Covid-19 e do ciclone, lucro da Celesc cai 19% no 3º trimestre

Celesc, distribuidora de energia de SC, revela queda de receita em Balanço (Foto: Divulgaçao)

A Celesc, companhia de energia de Santa Catarina, encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 80,323 milhões, 19% menor do que o do mesmo período de 2019. A receita operacional líquida ficou em R$ 1,872 bilhão, com recuo de 1,3% em relação ao mesmo intervalo de 2019 e o Ebitda, lucro antes de, juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recuou -16% no trimestre, para R$ 180,2 milhões. As causas principais do desempenho pior foram os impactos da pandemia, que levaram a um menor consumo de energia, e as despesas geradas pelo ciclone bomba em 1º de julho. A postergação do reajuste de agosto impediu resultado melhor.

O volume de energia faturada no terceiro trimestre totalizou 5.984 GWh, -0,2% ante os mesmos meses de 2019. No período, o consumo de energia por parte da indústria caiu 6,4%, do comércio recuou 9,2% e do setor rural teve queda de 0,5%. O consumo residencial subiu 9,9%, mas não foi suficiente para compensar as outras perdas. E o ciclone bomba, considerado o pior evento climático da história da Celesc, com ventos de até 168 quilômetros por hora, gerou perdas até agora de R$ 20,7 milhões.

No terceiro trimestre, a Celesc conseguiu reduzir custos gerenciáveis, os da sigla PMSO composta por pessoal, materiais, serviços e outros, em 15,7% frente ao mesmo período de 2019. A maior influência veio de mais um Plano de Demissão Incentivada (PDI). Os investimentos do trimestre alcançaram R$ 190,2 milhões, 21,6% superiores ao do mesmo intervalo do ano anterior.

Como a Celesc tem reajuste anual de tarifa em 22 de agosto, na data a companhia teve aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para uma reposição de perdas de 8,14%. Contudo, a Justiça Federal, considerando a situação de calamidade pública devido à Covid-19, suspendeu o reajuste atendendo a uma ação do Procon Estadual.

A Celesc recorreu e dia 30 de outubro a liminar foi derrubada, o que permitiu a retomada das cobranças retroativas com os novos percentuais. Segundo a empresa, a suspensão da aplicação do reajuste vigorou por tempo majoritariamente maior do que a aplicação em si, o que justifica o resultado do terceiro trimestre não ter sido impactado pelo reajuste.

No período de janeiro a setembro, a Celesc obteve lucro líquido de R$ 285 milhões, 30,6% superior ao do mesmo período de 2019. O Ebitda do período chegou a R$ 613,8 milhões.

 

Por Estela Benetti

NSC Total

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