Professor que armazenava fotos pornográficas de alunas é preso

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Professor que armazenava fotos pornográficas de alunas é preso

Divulgação/Reprodução

 
Um professor foi preso em Blumenau na tarde desta terça-feira (16) por armazenar fotos pornográficas de alunas. O homem de 31 anos é alvo de uma investigação da Polícia Civil de Gaspar, cidade onde leciona em uma escola da rede pública estadual e de onde são as adolescentes que aparecem nas imagens. Conforme prevê a lei, por se trata de um crime com pena inferior a quatro anos de prisão, o homem foi solto após pagar fiança no valor de um salário mínimo.
 

A polícia cumpria um mandado de busca e apreensão na casa do professor, no bairro Fortaleza, quando encontrou no celular dele fotografias pornográficas das duas adolescentes que registraram Boletim de Ocorrência contra o homem. Havia ainda imagens de uma terceira aluna da escola. As três são menores de idade.  Além do telefone, a polícia apreendeu dois notebooks e dois pen drives na residência do professor e os materiais serão periciados.


O homem é alvo de um inquérito que apura o crime de assédio sexual. Todos os crimes teriam sido praticados contra alunas da mesma escola. No decorrer da investigação, a polícia encontrou as fotos armazenadas no celular dele, configurando mais um crime. A pena para assédio é de um a dois anos. Para armazenamento de pornografia, de um a quatro anos. Ele vai responder aos crimes em liberdade.


Como o caso veio à tona


De acordo com o delegado Bruno Fernando, duas adolescentes procuraram a polícia em junho deste ano e relatam que o professor estava cometendo assédio sexual contra elas. A situação teria começado com elogios de cunho sexual e olhares maliciosos.  Depois, segundo o relato das alunas à polícia, o professor teria começado a insistir para que elas enviassem fotos íntimas. Pressionadas, as jovens teriam mandado as imagens até que a situação se tornou insustentável e procuraram a delegacia.


Conforme o investigador, o professor disse que as aulas enviavam o material por vontade própria. O caso ainda está sendo apurado e o inquérito tem 30 dias para ser concluído. Neste período a terceira aula identificada nas imagens será chamada para prestar depoimento.  O homem teria informado à polícia que ainda dá aulas no colégio de Gaspar. O nome da escola onde os crimes teriam ocorrido não é informado neste texto em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele seria também professor em uma unidade de ensino de Luiz Alves.
 

Por Talita Catie/ NSC Total 

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