Desemprego cai para 9,8% em maio e atinge 10,6 milhões , diz IBGE

Foi a menor taxa registrada no país desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016

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Desemprego cai para 9,8% em maio e atinge 10,6 milhões , diz IBGE

Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil

 

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio, mas a falta de trabalho ainda atinge 10,6 milhões de brasileiros, segundo divulgou nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da menor taxa registrada no país desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016, quando ficou em 9,6%. Para trimestres encerrados em maio, é a menor desde 2015, quando foi de 8,3%.

número de desempregados diminuiu 11,5% (menos 1,4 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 30,2% (menos 4,6 milhões de pessoas desocupadas) na comparação anual.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em abril, a taxa de desemprego estava em 10,5%, atingindo 11,3 milhões de pessoas. Na mínima da série histórica, registrada em 2014, chegou a 6,5%.

O resultado veio melhor que o esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 10,2% no período.

 

Número de ocupados recorde

número de pessoas ocupadas atingiu 97,5 milhões, o maior da série histórica, iniciada em 2012, e mostrou alta de 2,4% na comparação com o trimestre anterior e de 10,6% na comparação anual. "Isso equivale a um aumento de 2,3 milhão de pessoas no trimestre e de 9,4 milhões de ocupados no ano", destacou o IBGE.

Rendimento médio ainda é 7,2% menor que o de 1 ano atrás

Já o rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 2.613, apresentando estabilidade estatística frente ao trimestre anterior (R$ 2.596), mas ainda é 7,2% menor do que o registrado no mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.817).

Outros destaques

  • população desalentada, que desistiu de procurar trabalho, somou 4,3 milhões, com queda de 8% em relação ao trimestre anterior (menos 377 mil pessoas) e 22,6% (menos 1,3 milhão de pessoas) na comparação anual
  • a taxa de informalidade ficou em 40,1% da população ocupada (ou 39,1 milhões de trabalhadores informais), contra 40,2% no trimestre anterior e 39,5% no mesmo trimestre de 2021
  • população subutilizada foi estimada em 25,4 milhões, queda de 6,8% (menos 1,8 milhões) frente ao trimestre anterior; taxa composta de subutilização ficou em 21,8%
  • número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas se manteve em 6,6 milhões de pessoas

 

Por: Darlan Alvarenga e Daniel Silveira / g1

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