Ponte no limite entre os municípios de Apiúna e Ibirama, é prioridade máxima, diz DNIT SC

MPF determina prazo para finalização do projeto de ponte sobre o Rio Itajaí-Açu II, na BR-470.

Ponte no limite entre os municípios de Apiúna e Ibirama, é prioridade máxima, diz DNIT SC

Foto: Bryan Klug /Divulgação

 

Em uma ação civil pública, o Ministério Público Federal (MPF), determinou que o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) tem até o final de novembro para fazer uma vistoria e a avaliação técnica da ponte sobre o Rio Itajaí-Açu II, na BR-470, no limite entre os municípios de Apiúna e Ibirama. A determinação é do juiz federal Adamastor Nicolau Turnes.

Em entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale, o superintendente do DNIT em Santa Catarina, Ronaldo Carioni Barbosa, informou que ainda não foi oficializado da ação, mas que está tranquilo quanto à esta questão, pois afirma que a vistoria já foi feita e o projeto segue em elaboração em Brasília. “Nós não fomos oficiados ainda, porém a equipe do DNIT já veio fazer a vistoria na ponte e estão preparando o edital para licitar em fevereiro do ano que vem”, informou.

O Procurador da República em Blumenau, Ercias Rodrigues de Sousa, explicou que a determinação veio em função da falta de informação e de comprometimento com a obra por parte dos órgãos competentes. “Não tivemos muito sucesso quanto às informações sobre a situação, em função disso que ajuizamos a ação civil pública, para assegurar o direito coletivo de todos terem o tráfego pela via. Levando em consideração que a BR-470 é muito importante para o estado. Houve uma situação bem similar em outra cidade, onde uma ponte acabou caindo e matando 40 pessoas”, conta Ercias. Ele completou dizendo que hoje o grande problema é o orçamento. “Além disso as obras públicas têm procedimentos. E minha preocupação é que demore esse processo. E a intenção é prevenir a irresponsabilidade. Ou seja, se a ponte cair já temos a quem responsabilizar”, disse o procurador.

A ponte sobre o Rio Itajaí-Açu II, que é a única rota de escoamento de produção e transporte entre os municípios, recebe um movimento diário de quase 11 mil veículos e já foi pauta de movimentos regionais com a preocupação do colapso na estrutura. Com 202 metros de comprimento, ela apresenta grande incidência de corrosão em lajes e vigas de concreto, além de blocos de estacas da fundação desgastados pela ação da correnteza. A determinação orienta que após a vistoria e avaliação técnica, o DNIT deve providenciar com máxima urgência todos os atos administrativos e obras para que a ponte ofereça segurança a quem passa por ela.

O DNIT informou que a obra já está entre as prioridades em Santa Catarina e segundo o órgão federal, até fevereiro do próximo ano deve ser lançado o edital de licitação para a execução da obra, mas a elaboração do anteprojeto ainda está em andamento em Brasília. “Pode ser que a elaboração do anteprojeto tenha demorado, mas a previsão de licitação não mudou, o que nos deixa tranquilos. Porque o importante para nós é licitarmos e contratarmos as empresas para começar fazer as intervenções. Não me adianta me entregarem o projeto pronto hoje e só licitar no fim do ano que vem. Preferimos que atrase o projeto mas que a licitação não mude o prazo”.

Barbosa já havia dito que a obra ficaria para o próximo ano e estimava é que ela custaria cerca de R$ 20 milhões, dinheiro que virá da verba a ser investida pela União na manutenção das rodovias federais em Santa Catarina em 2019.

“Essa é uma das obras mais prioritárias para o DNIT Santa Catarina, brigando para ser a número um, porque é uma obra de questão de segurança. No nosso ponto de vista, não há risco eminente de colapso, mas se isso vir a acontecer o transtorno será grande, por não ter rota alternativa para desviar o tráfego e o escoamento da nossa produção. É algo muito problemático e de suma importância para que tenha intervenção o mais rápido possível. A ponte é prioridade máxima e claro, paralelo a isso, a duplicação da BR-470 e da BR-280 e outras rodovias”, finaliza o superintende.

 

Por Susana Lima

Diário do Alto Vale

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