Casep é processado por corte de cabelo

Menor chegou a Rio do Sul com sarna e segundo o diretor, profissionais seguiram uma portaria federal.

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Casep é processado por corte de cabelo

Foto: Arquivo DAV

 

Uma juíza de Florianópolis está processando o Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Rio do Sul por lesão corporal contra um menor. A ação foi impetrada depois que profissionais da unidade cortaram o cabelo do interno para tentar controlar uma sarna.

O menor deu entrada na unidade no dia 8 de agosto, e já no dia seguinte contou aos profissionais que há alguns dias, antes mesmo da internação, estava sentindo muita coceira pelo corpo e cabeça.

Em seguida ele foi levado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi diagnosticada a escabiose, doença conhecida popularmente como sarna. Depois da consulta ele começou a tomar medicamentos e foi orientado pelo médico a ter uma higiene mais adequada, mesmo após a liberdade.

De acordo com o diretor do Casep, Patrick Münzfeld, nos últimos meses a unidade vem recebendo diversos internos que já chegam com sarna e também piolho, e considerando que no local há grande rotatividade de menores os cuidados precisam ser redobrados.

 

“Os profissionais já realizam constantemente o acompanhamento médico para evitar que os internos sejam contaminados e tem trabalhado principalmente na orientação em relação à higiene pessoal e saúde, mas estes casos vem nos preocupando bastante e já informamos a unidade de saúde municipal bem como estadual para medidas de prevenção pois o aumento de situações como essas podem gerar complicações”, comentou.

 

Ele esclareceu ainda, que muitas vezes, por motivo de vergonha, o adolescente acaba não contando que está com piolho ou apresenta lesões de sarna pelo corpo em virtude da coceira, o que acaba favorecendo surtos, e completou que as medidas adotadas no caso que está sendo questionado na justiça, são as recomendadas em uma portaria federal que trata dessas situações em unidades como o Casep.

 

“Não maltratamos ele em nenhum momento e em relação ao corte apenas seguimos o que determina uma portaria federal. Dias depois esse adolescente deixou a unidade, mas já estava curado”, finalizou.

 

Por Helena Marquardt

Diário do Alto Vale

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