Hospital Regional Alto Vale ganhará três respiradores

Cada equipamento custa em torno de R$ 60 mil e será cedido pela prefeitura de Rio do Sul através de um termo de cessão.

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Hospital Regional Alto Vale ganhará três respiradores

Foto: DAV / Reprodução

 

O município de Rio do Sul irá adquirir pelo município três respiradores artificiais de UTI para o tratamento de pacientes graves infectados pelo coronavírus. Os aparelhos serão encaminhados ao Hospital Regional do Alto Vale (HRAV), que atualmente conta com uma ala reservada especialmente para tratar casos de Covid-19.

Cada equipamento custa em torno de R$ 60 mil e será cedido ao HRAV através de um termo de cessão. Apesar da sinalização positiva de compra, a alta demanda da empresa fornecedora não permitiu ainda definir qual o prazo de chegada dos equipamentos.

Rio do Sul não tem casos positivos de coronavírus. O município tem atualmente três pessoas no aguardo de resultado de exames em laboratório do Lacen, em Florianópolis. Outras oito pessoas que já tiveram exames coletados foram testados como negativo.

Falta do equipamento no mundo

Os respiradores se tornaram mais um problema na pandemia de coronavírus. O aparelho é essencial para tratar casos graves e muito graves da doença e é utilizado quando o pulmão do paciente está muito comprometido e ele não consegue respirar por conta própria.

Normalmente, esses equipamentos estão disponíveis apenas em leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), mas nem todos os leitos dessa categoria têm respiradores.

Mas, em uma pandemia de doença respiratória, como a que enfrentamos no momento, esse equipamento é primordial e a quantidade pode não ser suficiente para atender todos os pacientes. De acordo com um estudo publicado no periódico científico New England Journal of Medicine, em uma amostra de 1.099 pacientes hospitalizados com Covid-19 na China, 6,1% precisaram de ventilação mecânica.

A falta de respiradores já é uma realidade no mundo. A Itália, por exemplo, tem 60 milhões de habitantes, 86.498 casos de coronavírus e a maior taxa de mortes pela doença: 9%. Em um único dia foram registrados 919 óbitos. Em grande parte, por falta de respiradores. Frequentemente médicos precisam escolher qual paciente terá acesso ao equipamento. Daí a preocupação com uma possível insuficiência de leitos com esses equipamentos por aqui.

 

Por Diário do Alto Vale - DAV

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