Alto Vale tem 100% das UTIs ocupadas e não vai endurecer medidas contra Covid-19

A maior cidade da região, Rio do Sul, ampliou capacidade de atendimento e de testagem para casos suspeitos da doença.

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Alto Vale tem 100% das UTIs ocupadas e não vai endurecer medidas contra Covid-19

Mapa de risco foi atualizado nesta quarta-feira (9) - Foto: SES/Divulgação

 

Mesmo com altos índices de morte e todos os leitos de UTI ocupados nesta quinta-feira (10), o Alto Vale do Itajaí não pretende endurecer as medidas de combate à Covid-19. A região está em nível gravíssimo de contágio pelo vírus – apenas duas áreas de SC não estão – e vai tentar reverter os indicadores negativos apenas com as medidas do governo do Estado.

De acordo com o presidente da Associação de Municípios do Alto Vale do Itajaí, Joel Longen, “cada cidade faz mais restrições dentro da sua necessidade”. À frente da prefeitura de Petrolândia, ele se diz sem coragem de propor mais rigor nas ações de enfrentamento à pandemia em virtude do excesso de flexibilizações no período eleitoral.

Vou fechar o que se o cara positivado pode ir votar, sair na rua, ficar na fila? Isso nos quebrou. Não vou ser hipócrita. Quando é eleição pode ir, e agora não pode? Fizeram reunião, comício, na casa das pessoas. Eu não vou apontar medida nenhuma”, diz Longen ao reiterar que só fará recomendações casos os demais prefeitos solicitem.

Questionado sobre o que é possível fazer quanto aos leitos de UTI, o presidente da associação dos municípios do Alto Vale do Itajaí diz que está nas mãos do Estado. Segundo ele, houve uma conversa com o governador Carlos Moisés em que se prometeu aumento de vagas, mas sem previsão de data e nem com detalhes de qual hospital deve receber o reforço.

 

Foto do presidente da AMAVI. É um homem de cabelo grisalho e de máscara. Ele está sentado em uma cadeira azul e no fundo tem uma parede branca com dois quadros de paisagem.

Joel Longen, presidente da Amavi e prefeito de Petrolândia é crítico às restrições – Foto: AMAVI/Divulgação

 

Nesta quinta-feira (9), não há vagas de UTI nos hospitais Bom Jesus, em Ituporanga, Hospital Regional do Alto Vale, em Rio do Sul, e Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama. Ou seja, todos os 61 leitos para pacientes adultos na região estão ocupados. Quem precisar de uma vaga terá de ser transferido para outra unidade do Estado com leito disponível.

 

Rio do Sul amplia capacidade de atendimento

A maior cidade do Alto Vale do Itajaí também não tem planos de criar medidas mais duras. Porém, com o avanço da pandemia, precisou ampliar a estrutura de atendimento aos casos de Covid-19, bem como intensificar as ações de fiscalização, afirma a secretária de Saúde de Rio do Sul, Roberta Hochleitner.

A capacidade diária de exames do tipo RT-PCR passou de 20 para 80. O número de médicos na Central do Covid-19 subiu de um para três e a equipe de enfermagem precisou de reforço, avançando de cinco para 12. O município também tem feito mutirões de testagem aos fins de semana em pessoas sem sintomas.

O objetivo é identificar os pacientes assintomáticos e garantir o isolamento para tentar conter o avanço do coronavírus. Rio do Sul tinha, na quarta-feira (9), um total de 694 casos ativos da doença e somava 22 mortes relacionadas à Covid-19. Se um morador da cidade precisar de UTI terá de ser levado a outro município com vaga.

Para Roberta, os cuidados básicos, recomendados desde o início da pandemia, são fundamentais. “A gente pede muito à população que continue se cuidando, evite festinhas em casa, o aglomero, que continue usando máscara, fazendo a higiene das mãos. Isso é tão importante que não adianta de nada hoje a gente fechar um bar um restaurante, por exemplo, se as pessoa vai ficar em casa fazendo esse aglomero”, reforça.

 

Foto da fachada do hospital de rio do sul. São sete andares de tijolo a vista.

Hospital Regional do Alto Vale está com todos os leitos de UTI ocupados – Foto: HRAVI/Divulgação/ND

 

POR REDAÇÃO ND, BLUMENAU

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