PRF diz que vai à Justiça para liberar vias bloqueadas por caminhoneiros após derrota de Bolsonaro

Corporação afirma que Advocacia-Geral da União (AGU) já foi acionada para ajuizar ações

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PRF diz que vai à Justiça para liberar vias bloqueadas por caminhoneiros após derrota de Bolsonaro

Bloqueio em rodovia de SC nesta segunda (31) - Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta segunda-feira (31), que vai acionar a Justiça para conseguir a liberação de vias bloqueadas por manifestantes e caminhoneiros após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (30). O petista Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito com 50,9% dos votos válidos.

Nesta manhã, rodovias de ao menos 13 estados haviam sido bloqueadas pelos manifestantes (veja mais abaixo).

A PRF afirma que já acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), que representa órgãos do governo em ações judiciais, para apresentar os pedidos à Justiça Federal.

 

"É importante destacar que a PRF já acionou a AGU em todos os estados onde foram identificados pontos de bloqueio, para obter interdito proibitório na Justiça Federal, objetivando, liminarmente, a expedição de mandado judicial como forma de garantir pacificamente a manutenção da fluidez nas rodovias federais brasileiras", diz a corporação, em nota.

 

A corporação afirma ainda que, "desde ontem, quando surgiram as primeiras manifestações, a PRF adotou todas as providências para o retorno da normalidade do fluxo, direcionando equipes para os locais e iniciando o processo de negociação para liberação das rodovias priorizando o diálogo, para garantir, além do trânsito livre e seguro, o direito de manifestação dos cidadãos, como aconteceu em outros protestos".

A nota também diz que "a PRF encontra-se em todos os locais identificados com efetivo mobilizado nos pontos de bloqueio e permanece trabalhando pelo fluxo livre nas rodovias federais, visibilizando-se o escoamento da produção, assim como o direito de ir e vir dos cidadãos, além de seguir monitorando de perto os locais com alta probabilidade de interdição".

 

Bloqueios pelo país

Até por volta de 11h35 desta segunda-feira (31), havia 64 protestos nos seguintes estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Nesta manhã, a maior parte dos bloqueios era total, sem que qualquer veículo fosse liberado para passar nas vias tomadas pelos caminhoneiros. No entanto, houve locais onde veículos como ambulância ou carros de passeio eram autorizados pelos caminhoneiros a seguir viagem.

Também houve registros de motoristas de carros sendo hostilizados, com vidros sendo quebrados. Até a última atualização desta reportagem, não havia detalhes sobre o que motivou o começo das agressões ou se a polícia chegou a intervir em algum dos casos.

 

O que diz a PRF?

Confira a íntegra da nota da PRF sobre os bloqueios:

"A Polícia Rodoviária Federal (PRF), instituição permanente de Estado, sempre trabalhou com o compromisso constitucional de garantir a mobilidade eficiente, a preservação da ordem pública, a segurança viária, e o combate ao crime nas rodovias federais brasileiras.

É importante destacar que a PRF já acionou a AGU em todos os estados onde foram identificados pontos de bloqueio, para obter interdito proibitório na Justiça Federal, objetivando, liminarmente, a expedição de mandado judicial como forma de garantir pacificamente a manutenção da fluidez nas rodovias federais brasileiras

Desde ontem, quando surgiram as primeiras manifestações, a PRF adotou todas providências para o retorno da normalidade do fluxo, direcionando equipes para os locais e iniciando o processo de negociação para liberação das rodovias priorizando o diálogo, para garantir, além do trânsito livre e seguro, o direito de manifestação dos cidadãos, como aconteceu em outros protestos.

Por fim, a PRF encontra-se em todos os locais identificados com efetivo mobilizado nos pontos de bloqueio e permanece trabalhando pelo fluxo livre nas rodovias federais, visibilizando-se o escoamento da produção, assim como o direito de ir e vir dos cidadãos, além de seguir monitorando de perto os locais com alta probabilidade de interdição."
 


Por g1

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