Funcionário é suspeito de provocar incêndios que deixaram prejuízo milionário no Alto Vale

Homem de 38 anos é alvo de uma investigação em Mirim Doce.

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Funcionário é suspeito de provocar incêndios que deixaram prejuízo milionário no Alto Vale

Foto: Corpo de Bombeiros, Divulgação

 

Um homem de 38 anos está preso em Mirim Doce, no Alto Vale do Itajaí, suspeito de cometer uma série de incêndios em empresas por onde trabalhou. Em um dos crimes mais recentes, na semana passada, ele teria causado um prejuízo superior a R$ 2 milhões, segundo a Polícia Civil.

O delegado Diones Ravoni de Freitas conta que os incêndios começaram no início de dezembro do ano passado. Informalmente a comunidade indicava um suspeito, mas não tinha provas que confirmassem a autoria dos crimes. Também não havia testemunhas dos fatos ou imagens de câmeras de segurança.

Porém, no último domingo (13), o homem acabou detido em flagrante pela Polícia Militar ao atear fogo em um ônibus e um caminhão na garagem da prefeitura de Mirim Doce. Ele chegou a ser solto na audiência de custódia, mas o delegado conseguiu que a Justiça decretasse a prisão preventiva.

A ordem judicial foi cumprida na quarta-feira (16).

Conforme o investigador, o homem trabalhou por três anos na prefeitura da pequena cidade de pouco mais de 2,5 mil habitantes. Inconformado com a demissão, ele teria incendiado a Secretaria Municipal de Cultura.

Antes de ser preso em flagrante, ele já teria tentado atear fogo na garagem da prefeitura, mas funcionários impediram. Em outro episódio, numa casa onde também funciona uma oficina mecânica, teria ateado fogo, mas a situação foi controlada.

Desde então, outras ocorrências foram registradas na cidade em residências de quem o suspeito tinha desafeto. Na sexta-feira (11), o homem teria provocado as chamas que atingiram o depósito de uma madeireira, deixando mais de R$ 2 milhões em prejuízo.

Ele trabalhava na empresa e teria cometido o crime por causa do pagamento atrasado, conta Freitas. Apesar de não ter confirmado em depoimento, conforme o delegado, teria admitido e dado detalhes do crime enquanto estava alcoolizado em um bar.

O responsável pela investigação pontua que em todas as ocorrências de incêndio em que o homem é apontado como suspeito, ele estava de fato presente, como mostram boletins de ocorrência registrados pela Polícia Militar.

A justificativa é que estaria nestes locais com o propósito de ajudar e também por curiosidade.

A Polícia Civil terminou de ouvir as testemunhas na quinta-feira (17) e aguarda um laudo sobre o incêndio na madeireira para concluir o inquérito. Até lá a expectativa é de que o homem seja mantido preso, para tranquilizar os moradores de Mirim Doce.

 

Por Talita Catie

Santa / NSC Total

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