Vigilância Sanitária alerta para uso inadequado de agrotóxico que prejudica moradores do Alto Vale

Vigilância Sanitária alerta para uso inadequado de agrotóxico que prejudica moradores do Alto Vale

Imagem Ilustrativa (Reprodução Internet)

 

O uso inadequado do agrotóxico Gamit, utilizado principalmente em plantações de fumo do Alto Vale, tem prejudicado moradores e preocupado a Vigilância Sanitária de Santa Catarina, que vistoriou diversas propriedades e orientou produtores sobre os principais cuidados na aplicação.

Uma das cidades mais afetadas com o problema, que começou a ser registrado em julho, época da aplicação nas plantações de fumo, foi José Boiteux onde diversas espécies de plantas morreram.  A família de Lucas Lunelli, que produz flores há mais de 20 anos, foi uma das prejudicadas. “Ele acaba atrapalhando o crescimento e o desenvolvimento das flores, o que encarece a produção com a mão de obra e a compra do adubo para tentar recuperar as plantas e mesmo assim elas podem acabar morrendo”.

A coordenadora da Vigilância Sanitária da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Ibirama, Rosdalva Iumara Schroder, explica que o agrotóxico é bastante volátil, ou seja, se espalha facilmente com o vento. Em contato com a planta, ele resulta em aspecto esbranquiçado e depois amarelado, à medida que as folhas vão apodrecendo.

Além do prejuízo econômico, Lucas afirma que tem receio dos efeitos que o herbicida pode causar a saúde humana e segundo Rosdalva a preocupação não é para menos já que ele também pode contaminar alimentos e até causar intoxicação, o que traz riscos a saúde pública.

Ela afirma que outros agrotóxicos também poderiam oferecer a mesma eficácia, mas em um tempo de resposta maior, o que faz com que os produtores prefiram o Gamit, apesar dos riscos. “Segundo agrônomos que já consultamos existem outras opções que não seja o Gamit, e que não são mais caras, mas elas não são tão rápidas, por isso ele continua sendo a primeira opção”.

A coordenadora finaliza dizendo que a Vigilância Sanitária tem trabalhado para encontrar uma solução para o problema, mas que sem a ajuda da sociedade dificilmente a situação será resolvida. “Vistoriamos vários locais e verificamos a potencialidade desse veneno porque ele é muito volátil. É uma situação bastante complicada de resolver. Já conversamos com as fumageiras e estamos fazendo a nossa parte na orientação quanto ao uso dos equipamentos de proteção individual e quanto a distância exigida pela bula do Gamit, mas ainda dependemos da conscientização de todos”.

 

Por Helena Marquardt
Assessoria de Comunicação

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