Suposta fraude é flagrada em Taió

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Na tarde de ontem um flagrante feito pela Polícia Militar de Taió resultou no encaminhamento de três suspeitos de fraudar uma licitação para a Delegacia de Polícia Civil do município, para que eles prestassem esclarecimentos.


O flagrante aconteceu depois que a Assessoria Jurídica da prefeitura denunciou que representantes de empresas que participavam de um processo licitatório estariam supostamente combinando preços e discutindo o encaminhamento do processo.

 

O assessor jurídico da prefeitura de Taió, Marcos Vinicius Pereira de Carvalho, explicou que alguns servidores já tinham denunciado que uma combinação prévia de preços estava acontecendo entre participantes de licitações dentro da prefeitura. “E isso acontecia principalmente quando vinham muitas empresas de fora da cidade. Então fiquei sabendo que isso poderia acontecer hoje, e eu comecei a monitorar essas pessoas ali fora, e pedi para alguns servidores que tivessem acesso a parte de fora da prefeitura que pudessem filmar, tirar foto e vigiar caso houvesse alguma movimentação”, disse.

 

Ele conta que a Secretária de Educação conseguiu filmar um desses momentos de negociação, em que três indivíduos, os mesmos que foram encaminhados à Delegacia, utilizaram uma mesa dentro da prefeitura para comparar preços e mudar propostas sem tomar nenhum cuidado para esconder a ação de pessoas que estavam no ambiente. “Essas são pessoas que teriam que estar ali para competir e não para se ajudar” disse o assessor.

Depois disso Marcos Vinicius entrou em contato com a Polícia Militar da cidade e combinou com os servidores de que deixariam a licitação começar e filmariam o ato para tentar reunir mais provas. “Só que durante a licitação o representante de uma das empresas chegou a dar um lance sobre um produto e pediu desculpas para o concorrente na frente de todos dizendo: desculpa esse item era seu”, disse.

        

Logo após o fim da licitação, que se tratava da compra para materiais de papelaria e didáticos, o assessor jurídico entrou na sala e informou aos presentes que havia a suspeita de que tentavam fraudar o processo e que a licitação naquele momento estaria cancelada. Foi nesse momento que policiais militares conduziram os suspeitos até a Delegacia para prestar esclarecimentos.

Marcos Vinicius disse que em uma conversa preliminar tida com o delegado, havia a possibilidade dos envolvidos serem presos e encaminhados para o Presídio Regional de Rio do Sul até que as investigações fossem esclarecidas, mas até o fechamento da reportagem a Policia Civil ainda colhia depoimentos dos envolvidos e não informou se as prisões seriam realmente efetuadas.

“Eu não fiz nada mais que a minha obrigação, a minha função enquanto advoga e procurador é zelar pelo patrimônio do município. Eu tive uma educação militar, a União pagou os meus estudos então eu devo fazer isso como retribuição”, finalizou.

Julieti P. Largura / DAV

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