Pressionada por pastor, Marina muda promessas e retira do plano de governo apoio ao casamento gay

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O programa de governo de Marina Silva (PSB) não suportou 24 horas e alguns tuítes do pastor Silas Malafaia. Divulgado na sexta-feira com promessas de defesa dos direitos da população homossexual, o documento acabou remendado no sábado. Foram excluídas as propostas de apoio ao casamento gay e à criminalização da homofobia.

Em nota, a equipe do PSB alegou “falha processual na editoração do texto”. Em visita ao Rio, Marina disse que houve um “engano” da campanha. Segundo a candidata, a versão original trazia “o texto tal como foi apresentado pela demanda dos movimentos sociais”, sem o resultado da “mediação” da candidatura. Já Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina, deu uma explicação diferente:

– O equívoco foi assumir compromissos com projetos de lei no Congresso, o que é uma invasão de competência.

Na prática, houve recuo em relação aos pontos mais polêmicos e rejeitados pelos pastores de denominações evangélicas, nas quais está parte considerável do eleitorado de Marina. A própria candidata pertence à igreja Assembleia de Deus. Logo após a divulgação do programa, na sexta, ao mesmo tempo que as redes sociais registravam manifestações de apoio da comunidade LGBT, pastores e políticos da bancada evangélica disparavam críticas.

PARA MALAFAIA, TEXTO MELHOROU MUITO

Um dos mais duros foi o pastor Silas Malafaia, que chegou a fazer ameaças. Após a mudança no programa, disse que “melhorou muito” e ressaltou que os evangélicos decidem “qualquer eleição”.

Já o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), defensor da causa homossexual, afirmou que a candidata “mentiu” ao eleitorado:

– Marina, você não merece a confiança do povo. Mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas.

Diário Catarinense/Rádio Sintonia

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