Prefeitura de Imbuia aguarda licença para obras de cemitério municipal

Prefeitura de Imbuia aguarda licença para obras de cemitério municipal

Prefeitura de Imbuia aguarda licença para obras de cemitério municipal (Foto: DAV/Divulgação)

Imbuia vai ganhar nos próximos meses um novo cemitério municipal com mais de 22 mil metros quadrados que será construído na localidade de Samambaia, a quatro quilômetros do Centro. O prefeito, Antonio Oscar Laurindo adiantou que a prefeitura já tem R$ 600 mil em caixa e aguarda apenas uma autorização da Fatma para iniciar as obras.

Segundo Laurindo, a prefeitura conseguiu a Licença Ambiental Prévia (LAP), onde foi solicitado pela Fatma mais um checklist de itens para verificação da Licença Ambiental de Instalação (LAI). “A gente sabe que tem a demora para definir tudo isso, tivemos uma resposta que isso vai demorar mais uns 15 dias para eles continuarem analisando a documentação. Precisamos dessa LAI para dar os encaminhamentos, montar o projeto e toda a questão da execução dele, além de outros detalhes. O que não entendemos é a demora dessas liberações, já que nosso cemitério é o único dentro das normas, a questão das leis ambientais, o terreno, tudo apto para receber, mas as exigências são tantas. Nós temos cemitérios aqui em nossa região que são uma vergonha, totalmente fora das normas”, contou. “Com a liberação da LAI poderemos executar a parte administrativa, a Casa Mortuária e um módulo de jazigos”, completa.

O prefeito ainda destacou que hoje o cemitério da Igreja Católica é onde são enterradas a maioria das pessoas, mas que ele está superlotado e por causa da falta de vagas muitas famílias enfrentam problemas. “É um sufoco, está superlotado. Tem famílias que já tem mãe enterrada ou outros parentes e já aproveitam o espaço. Mas na última semana eu até estranhei, já que faleceu uma pessoa que não tinha parentes e foi conseguido arranjar um local para ele”, disse.

Ainda conforme Laurindo, após as obras estarem prontas, para o funcionamento do cemitério será feita uma lei com diversos pontos que vão precisar ser seguidos. “Uma Lei Administrativa do cemitério, como definição dos jazigos destinados as pessoas carentes, além de outras definições que precisará ser feita. De acordo com nossa estatística o cemitério será para 90 anos, hoje a estrutura ainda pode abrigar um crematório, mas isso é para o futuro”.

O gestor ainda lembrou que a obra vai ser de um padrão diferente do que é visto na região, por isso pode haver resistência por parte da população. “É um padrão diferenciado, não é como os da região com casinhas. Os parentes vão ter lá uma lápide, com as informações da pessoa, além disso, ele é todo gramadinho. Na hora do enterro é feito o corte no tamanho da escala. Então o padrão será um pouco diferente. Talvez tenha um pouco de resistência das pessoas, porque muda toda a questão cultural, por exemplo, não é aceito coroa e outros objetivos no local”, finaliza Laurindo.

Diário do Alto Vale

 

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