Plebisul contará com 48 urnas na região

Plebisul contará com 48 urnas na região

Plebisul contará com 48 urnas na região (Foto: DAV/Reprodução)

O movimento separatista O Sul é o Meu País, promove no sábado (1º) uma consulta popular nos três estados do Sul. Os moradores do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, vão poder ir às urnas para responder se querem ou não que os três formem um país independente. No estado 130 cidades contarão com urnas.

A consulta popular vai ser feita de maneira objetiva, nos moldes de uma pesquisa. A votação vai ocorrer em cédulas de papel e as pessoas interessadas em participar deverão procurar a urna mais próxima. De acordo com um dos fundadores do movimento e coordenador do plebiscito, Celso Deucher, o único pedido é que os participantes tenham bom senso e que só pessoas maiores de 16 anos respondam à pergunta. “É uma pesquisa com amostra aleatória, ou seja, é aquela pesquisa que você está na rua e qualquer cidadão que passa ali, está apto a dar a opinião sobre o tema que está sendo pesquisado, então a única coisa que nós pedimos para a pessoa, é que seja eleitor, a pessoa não precisa apresentar nenhum tipo de documento de identificação”, explicou.

O plebiscito chamado de Plebisul, vai estar presente em 22 dos 31 municípios da região. A votação vai começar as 8h com término previsto para as 17h, em grandes centros como Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Joinville o plebiscito vai ocorrer até as 20h.

Para evitar que a mesma pessoa repita a participação no votação, a organização vai adotar um sistema de segurança simples e prático, que promete dar transparência a consulta. Deucher comenta que as pessoas que não aceitarem o método, não terão direito a participação, medida definida pelos organizadores. “É uma pequena marca que ela vai ter durante 24 horas para que a gente evite que o pessoal vote cinco ou seis vezes em urnas diferentes da cidade. Para essa pessoa estar apta a votar ela tem que aceitar o sistema de segurança, nem sempre as pessoas aceitam, é uma marquinha minúscula, mas as vezes as pessoas não querem, nesse caso não pode votar. Isso para evitar votos duplicados por uma pessoa só, tanto favorável, quanto contra”, garante.

O custo total do Plebisul está estimado em R$ 160 mil, segundo a organização. Uma vaquinha na internet foi aberta para arrecadar recursos que vão ser usados para pagar os custos, além disso, líderes que se identificam com o movimento também têm feito doações.

O movimento o Sul é o Meu País, estima que entre 500 mil e um milhão de pessoas participem da consulta. No começo da organização do plebiscito a expectativa de participantes chegou a ser até um pouco maior, mas o coordenador, comenta que houveram alguns contratempos e que a estrutura inicial imaginada não pode ser concretizada. Mesmo assim pretendem alcançar pelo menos 5% da população dos três estados. “Eu espero que a gente consiga só aqui em Santa Catarina, pelo menos 200 mil votos, que é o estado mais bem organizado entre os três”, calculou.

De acordo com o que informa a organização, após terminar o horário da votação, o presidente da seção eleitoral, irá convidar cidadãos e entidades para fazer a auditoria do Plebisul, duarante contagem dos votos na presença. Depois do resultado contabilizado a Ata de Sessão será fechada e assinada pelos auditores. As urna será recolhida e levada para a central de apuração do município.

No site plebisul.org, uma cartilha foi elaborada para explicar o objetivo do plebiscito organizado pelo movimento. Nela fica claro o reconhecimento de que diante das leis brasileiras a consulta popular não tem validade legal, mas considera que diante de leis internacionais e dos pactos e resoluções das Nações Unidas, existe o amparo legal. No entendimento dos organizadores a realização da consulta é uma forma democrática de expressar a opinião.

Pedidos de reconhecimento

O movimento O Sul é o Meu País, planeja também outras ações, entre elas, ingressar com um processo jurídico na Organização das Nações e dos Povos Não Representados (Unpo). Deucher explica que a Catalunha que pertence a Espanha e o Quebec no Canadá já fazem parte da Unpo. “Nós somos povo brasileiro, mas nós gostaríamos de ter um outro status internacional, como povo sul-brasileiro, assim como sul-americano, sul-africano enfim”, declarou.

Outro processo deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que a organização do movimento quer que se faça uma consulta ou que se mude a Constituição Federal, para que seja possível fazer uma consulta popular com validade legal, para saber se a população do Sul quer ou não continuar pertencendo à federação. “Nós reconhecemos que a Constituição Federal veda esse tipo de consulta, mas nós queremos que o Estado Brasileiro, se posicione diante dos resultados que nós tivemos que eu espero uma aprovação em torno de 70 a 80%”, concluiu.

Albanir Júnior / DAV

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