Minibarragens. Estudos e projetos devem levar seis meses

Minibarragens. Estudos e projetos devem levar seis meses

Apesar de barragem em Ituporanga ter vertido durante a última enchente, Emerin garante que controle da barragem não foi perdido

Obras para mitigação de enchentes, anunciadas pela Defesa Civil do Estado em fevereiro do ano passado, não têm projetos concluídos

Enquanto a ocorrência de enchentes se torna mais frequente no Alto Vale do Itajaí e também em outras regiões de Santa Catarina, prefeitos buscam recursos para recuperação de estragos, mas não conseguem ir muito além. Dessa forma, a atenção se volta ao Plano de Contenção de Cheias, anunciado há pouco mais de um ano e meio para a região. 

Entre as ações para tentar minimizar o impacto das cheias, está a construção de sete pequenas barragens nos rios Taió, Perimbó, Braço do Trombudo, das no rio das Pombas e outras duas no rio Trombudo. Em 2013, audiências públicas chegaram a ser realizadas em cidades como Mirim Doce, Petrolândia e Trombudo Central, para apresentar à população possíveis locais para construção das estruturas.

Mesmo assim, segundo o diretor de Projetos Especiais da Defesa Civil de Santa Catarina, coronel Emerson Neri Emerin, a edificação das pequenas barragens permanece em fase de estudos e projetos. "Pensamos que até o fim desse ano tenhamos os estudos e projetos concluídos, para em 2015 licitar as obras", afirma ele. 

Quando houver a conclusão dessa fase, significará também que o local para a instalação das estruturas estará definido e essa decisão parece ser um dos principais entraves ao andamento das obras. "Temos procurado trabalhar sempre com a comunidade e com a prefeitura, no sentido de usá-los como cúmplices para que aceitem a proposta que está sendo feita", comenta o diretor de Projetos Especiais. 

Um dos exemplos citados por Emerin, em que a comunidade local não concordou com o local escolhido para a barragem, é Mirim Doce. "Tivemos lá uma audiência pública em que o local escolhido não foi consenso, retornamos e escolhemos outro ponto", explica. "No rio Taió, na medida do possível, temos conciliado também com a prefeitura e comunidade". 

Diante de opiniões divergentes sobre a localização das barragens, Emerin ainda não sabe informar quantas pessoas aproximadamente serão afetadas pelas obras ou precisarão ser indenizadas por possíveis desapropriações. Esse número poderá ser apontado apenas após a elaboração do projeto, que também revelará as áreas a serem alagadas pelas barragens. "Mas vai chegar um momento em que teremos que tomar uma decisão e fazer o projeto, porque já temos recursos garantidos para todas essas obras", adianta Emerin. 

Estudo de Melhoramento Fluvial

Dentro do pacote de obras do plano de contenção, estão intervenções em alguns rios da região para o melhoramento fluvial. Emerin lembra que para o rio Taió, por exemplo, está garantido recurso para isso. "Não é somente aprofundar a calha do rio, faremos um estudo, poderemos decidir por mudanças nas curvas do rio ou pela retirada dessas curvas, também pela reconstrução de pontes que às vezes obstruem a passagem de água, para melhorar o escoamento ou mesmo diques para proteção dessas comunidades", observa ele.

As intervenções citadas pelo diretor também devem ter os estudos concluídos até dezembro para serem licitadas em 2015. 

Barragens de Taió e Ituporanga têm 40% das obras concluídas

As obras que de fato estão em andamento no Alto Vale para a mitigação das cheias se referem à sobre-elevação das barragens de Taió e Ituporanga, com previsão para terminar em maio de 2015. Além disso, as duas estruturas receberão um canal de vazão de água. "Hoje estamos com as barragens cheias e precisamos de condições para esvaziá-las o mais rápido possível, não podemos porque a vazão dessas comportas não é o suficiente para uma grande quantidade de água, por isso esses dois canais de descarga serão construídos", explica Emerin. 

Depois das obras, a capacidade de retenção das barragens aumentará em 33 milhões de metros cúbicos de água. 
A situação ensecadeira que em Taió serve para impedir que a água passe pela fenda aberta para receber uma oitava comporta e que preocupou moradores no início de junho, segundo Emerin, está controlada. "Ainda não está concluída, mas quase, fomos surpreendidos por essa nova cheia, mas a estrutura se comportou muito bem", garante ele. 

Emerin também desmente as informações de que o controle da barragem de Ituporanga teria sido perdido durante o fim de semana passado, devido às obras. "Não perdemos o controle da barragem, conseguimos controlar, porque acabou vertendo pouca quantidade, mas não causou danos maiores porque estávamos monitorando para não aumentar o nível de água em Rio do Sul", esclarece.

Alto Vale Noticias 

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