Mensagem da semana de José Fernando Sens

Utilize Seus Recursos
 

A maioria dos homens não vive em paz. Estar em paz não significa apenas não fazer parte de uma guerra. 

Muitas vezes não há atritos visíveis com os semelhantes, mas a criatura permanece sem sossego. A paz interior consiste em uma harmonia preciosa e constante. Quem desfruta desse tesouro convive bem consigo mesmo. Por mais que enfrente dificuldades na vida, seu íntimo permanece tranqüilo. O homem pacificado não necessita inventar distrações. A percepção de seu mundo interior não o angustia. 

A agitação da sociedade moderna evidencia quão poucos realmente desfrutam de paz. 
As inovações tecnológicas gradualmente liberam o homem de tarefas repetitivas e tediosas. Cada vez ele dispõe de mais tempo livre, mas não utiliza suas folgas para conhecer e cultivar o próprio caráter. 


Na ânsia de conquistar coisas, multiplica desnecessariamente as horas de trabalho. E nos raros momentos em que se permite ficar livre, procura distrações ruidosas e absorventes. É como se o encontro com a própria alma fosse algo a ser evitado. Sejam ricos ou pobres, bonitos ou feios, cultos ou iletrados, os homens procuram fugir de si próprios. 
Mesmo quem reúne condições consideradas ideais para a felicidade raramente desfruta dessa situação. 

As criaturas enfrentam torturas íntimas, ansiedades e complexos aparentemente injustificados. Por mais que a vida siga tranqüila, a ausência de paz permanece. A questão é que a verdadeira paz pressupõe a consciência tranqüila. E tranqüilidade de consciência só tem quem está em harmonia com as leis divinas. 

Todos os homens já viveram inúmeras vidas, em sua jornada pelo infinito. Foram criados ignorantes e simples e se destinam à mais elevada sabedoria. 

Para crescer em entendimento e compreensão, encarnam inúmeras vezes, em diferentes situações. 

Objetivando aprender a discernir o certo do errado, dispõem da liberdade de agir. Contudo, respondem por tudo o que fazem. A lei humana é falha e muitos equívocos são por ela ignorados. Mas na consciência de cada ser encontram-se registrados todos os seus atos. 

Maldades cometidas contra os irmãos podem ter sido bem escondidas no passado. Mas quem se permitiu viver o mal mantém em seu íntimo a marca da desarmonia. Ocorre que toda vivência, mesmo marcada pelo erro, deixa a herança da experiência. De cada refrega o homem sai amadurecido. A cada vida ele cresce em entendimento e possibilidades. 
O importante é aprender a utilizar no bem os recursos adquiridos. 


Em sua primeira epístola, o apóstolo Pedro afirma: "o amor cobre a multidão de pecados". 

Os erros fazem parte do processo de aprender. Mas apagá-los mediante o amor bem vivido propicia paz e harmonia. 

Assim, utilize seus recursos no bem. Contabilize todos os tesouros que você amealhou no decorrer dos séculos: Inteligência, sensibilidade, aptidão para falar ou escrever, habilidades as mais diversas. Empregue tudo isso na construção de um mundo melhor. 
Ao utilizar amorosamente seus talentos, você estará cumprindo a tarefa que lhe cabe no concerto da criação. E uma sublime paz habitará seu coração.

Pense nisso e tenham todos um bom final de semana.

 

(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)

Outras Notícias

PUBLICIDADE