Menina de 11 anos que foi mantida refém depois de um roubo em Otacílio Costa já está em casa e relata como foram as horas em poder do bandido

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Menina de 11 anos que foi mantida refém depois de um roubo em Otacílio Costa já está em casa e relata como foram as horas em poder do bandido

Foto:Adecir Morais

Foram cerca de seis horas de tensão, medo e desespero. A menina de 11 anos, mantida refém depois de um roubo em Otacílio Costa está em casa. Ela foi levada por um bandido e abandonada em Curitibanos, a pouco mais de 70 quilômetros de Otacílio Costa.

Com um cachorro no colo e sentada ao lado dos pais, a criança lembra os momentos de horror e medo que passou nas mãos do criminoso. “Guerreiro”, que fez jus ao nome, é um cão da raça yorkshire e também foi levado junto com a dona. O animal foi um presente de aniversário de 11 anos para a menina.

A garota foi tomada refém por um bandido que invadiu a sua casa, na noite de sexta-feira (11). Seus pais tinham saído para trabalhar e ela estava sozinha. Após invadir a residência e roubar vários objetos, o criminoso fugiu levando a criança e uma caminhonete S10 da família.

A menina estava no quarto quando o bandido entrou na casa. “Ouvi um barulho. Ao sair para ver o que estava acontecendo, vi ele dentro de casa. Ele me mandou ficar quieta e disse que era um assalto. Foi até a cozinha e pegou uma faca. Em seguida me deu uma gravata e me trancou no banheiro”, recorda.

O criminoso pediu a chave da caminhonete, obrigou a criança a entrar no carro e fugiu em alta velocidade. “Ele me colocou deitada no chão e com cabeça para baixo. Usava gírias e disse para  eu ficar bem quietinha, senão ia me matar”, conta.

O carro foi encontrado abandonado pela Polícia Militar (PM) em um terreno baldio em Curitibanos, com os vidros baixados e portas destravadas, sem a criança. Os policiais conseguiram identificar a procedência do veículo e fizeram contato com a PM em Otacílio Costa.

Desespero

Os pais chegaram em casa por volta da meia noite e encontraram a residência toda revirada. O casal se desesperou. “Quando vimos que ela (filha) não estava, saímos gritando para os vizinhos. Ficamos desesperados”, lembra a mãe.

Enquanto isso, em Curitibanos, os policiais faziam buscas na área onde a caminhonete foi encontrada. O alívio só veio por volta das 2 horas da madrugada de sábado (12), quando a menina conseguiu ligar para a família.

A criança deixou o carro somente quando viu que não tinha mais perigo. Sem sapato e só de meia, andou por cerca de três horas. “Estava muito escuro e eu não sabia onde estava”, diz ela, que foi parar na rodoviária de Curitibanos, onde conseguiu um telefone emprestado de um homem e ligou para a mãe.

A polícia investiga o caso na tentativa de localizar o criminoso. Devido à gravata, a menina apresenta hematomas no pescoço e foi submetida a exame de corpo de delito. O carro também foi periciado.

Ainda não se sabe como o ladrão entrou na casa, pois não havia sinais de arrombamento no imóvel. A suspeita é que ele aproveitou um descuido da família, entrou no lote e ficou escondido até a menina ficar sozinha.

Passo a passo

Por volta das 20 horas de sexta-feira (11), o bandido invadiu a casa e rendeu a menina. Após roubar vários objetos, como uma arma de pressão, joias e dinheiro, ele obrigou a criança a entrar no carro da família, uma S10, e fugiu em alta velocidade.

Três horas depois, o carro foi encontrado abandonado pela PM em Curitibanos, cerca de 70 quilômetros de distância, em um terreno baldio. Os militares checaram a procedência e descobriram que o dono era de Otacílio Costa.

Policiais de Otacílio Costa foram avisados e deslocaram-se até o endereço do proprietário. No local, descobriram que a casa havia sido invadida, sendo que a filha e o veículo tinham sumido. A polícia montou um esquema para receber um possível pedido de resgate.

Enquanto isso, em Curitibanos, policiais iniciaram as buscas na área onde o carro foi encontrado na tentativa de encontrar a menina. O alívio veio somente por volta das 2 horas da madrugada de sábado (12), quando a vítima emprestou um telefone celular e ligou para a mãe.

Correio Lageano

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