Marina ironiza Dilma por compará-la a Jânio e Collor

A candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) rebateu com ironia, em entrevista ao Estadão, a sua comparação com os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, feita durante o programa eleitoral do PT.

— Imagina se eu dissesse que uma pessoa que nunca foi eleita nem vereadora fosse eleita presidente do Brasil? Aí sim poderia parecer Collor — afirmou Marina.

A representante do PSB lembrou já ter sido eleita vereadora, deputada estadual e senadora, e fez um ataque indireto a Dilma, que nunca ocupou um cargo eletivo antes de assumir a Presidência.

programa de TV de Dilma veiculado nesta tarde afirma que Marina conta com uma base de apoio de 33 deputados, número insuficiente para aprovar propostas legislativas. O narrador coloca em dúvida em seguida se a ex-ministra "teria jeito para negociar" e diz que o Brasil já elegeu "salvadores da pátria, chefes do partido do eu sozinho". "E a gente sabe como isso acabou", conclui o narrador, referindo-se à renúncia de Jânio Quadros e ao processo de impeachment aberto contra Collor.

O candidato a vice-presidente pelo PSB, Beto Albuquerque, também reagiu ao programa eleitoral do PT. Ao deixar a Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira, Beto disse que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão promovendo um "prenúncio do terrorismo" e disse que a ação petista é uma "conduta lacerdista".

— Compreendo que o PT não queira perder o aparelho e que o PSDB queira ir para o segundo turno. Mas para isso é preciso mais do que adotar o discurso do (Carlos) Lacerda - jornalista porta-voz da oposição ao segundo governo Getúlio Vargas, na década de 50.  

Estadão/DC/Rádio Sintonia

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