Hospital Regional vai aderir paralisação na quinta-feira

Dia 25 de setembro. Essa é a data que as Santas Casas, hospitais e entidades beneficentes deverão paralisar alguns serviços prestados. O objetivo é alertar a sociedade sobre o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde, com ênfase na realidade da crise vivenciada há anos pelos filantrópicos. O Hospital Regional Alto Vale, um dos mais importantes do Estado de Santa Catarina, também vai aderir ao movimento e atenderá apenas casos de urgência e emergência.

Nomeado de “Dia Nacional de Luto pela Crise das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos”, o ato prevê bloquear todo o agendamento eletivo nesta data, como ação de protesto e sensibilização pública em nível nacional.

“Manteremos a manutenção da assistência nas urgências e emergências, primordial para que a população não sofra desassistência generalizada, o que não é nossa intenção, pois temos o povo como principal aliado e beneficiado dessa nossa luta. Não estamos brigando apenas por nós, mas pela saúde de todos aqueles que moram no Alto Vale e principalmente aqueles que dependem do Sistema Único de Saúde”, revelou o presidente da Fundação de Saúde do Alto vale do Itajaí - mantenedora do Hospital Regional, Osmar Peters.

Esta ação é parte de uma mobilização nacional, que conta com a participação das mais de 2.100 instituições do país e surgiu após a reunião de representantes do setor no último congresso da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, promovido em Brasília no mês de agosto. Durante o evento foi entregue um documento ao Ministro da Saúde e à Presidente Dilma Rousseff.

“Entre as principais solicitações estão: implementação das medidas acordadas com esse Ministério para ampliação do custeio da média complexidade; criação de incentivo para o custeio da alta complexidade; destinação de recursos para pagamento da integralidade de bolsas de residências médicas e criação de linha de recursos de investimentos, a fundo perdido, tanto para tecnologias como para adequações físicas”, ressaltou o diretor da Federação dos Hospitais do Estado de Santa Catarina, Giovani Nascimento.

Para definir detalhes do documento, os hospitais reuniram os chamados subgrupos de alta e média complexidade e o atendimento ambulatorial de um mês, apontando os custos e as receitas provenientes do contrato com o SUS. Mesmo lançando os incentivos federais e estaduais, resultados de políticas de governo, e que são feitos apenas para uma pequena parcela de hospitais contratualizados, o déficit atinge 41% na média complexidade, mais de 42% no ambulatorial e mais de 10% na alta complexidade. Outro dado alarmante é o déficit nas diárias de UTI.

Assessoria de Comunicação/CN Press

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