Hospital Bom Jesus passa por mudanças organizacionais

Empresa de consultoria em Saúde busca dar sustentabilidade a instituição.

Hospital Bom Jesus passa por mudanças organizacionais

Irmã Edelir e Fabiano (Foto: HBJ / Divulgação)

Buscar formas para alcançar a sustentabilidade. Esse é o principal objetivo da equipe de Consultoria em Saúde que desde o início do ano vem desenvolvendo atividades no Hospital Bom Jesus (HBJ). O trabalho da empresa Amorim e Associados, Consultoria e Saúde iniciou no mês de fevereiro e foi uma contratação da Associação das Irmãs Franciscanas de São José, mantenedora do HBJ.

De lá pra cá, várias visitas foram feitas aos diversos setores da instituição com o intuito de fazer um diagnóstico do funcionamento da casa. “Nossa principal atividade aqui, é diagnosticar os principais problemas, quais são os gargalos, tentar enxugar as despesas sem prejudicar o atendimento, integrar as unidades básicas de saúde com o atendimento do Hospital e fazer com que a população entenda o verdadeiro trabalho que deve ser prestado por meio do hospital para com o paciente, falando aqui principalmente com relação ao Pronto Atendimento”, explica Fabiano Amorim, representante da empresa de consultoria.  

A mesma empresa que vem prestando consultoria ao Hospital Bom Jesus, desenvolve trabalho semelhante para os demais hospitais que são mantidos pela Associação das Irmãs Franciscanas de São José: Hospital e Maternidade Maria Auxiliadora de Presidente Getúlio e o Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Conceição de Angelina. O intuito é buscar a integração das Unidades Hospitalares, com parceria para a compra de medicamentos e prestação de serviços. “Alem dos três hospitais mantidos pela associação, nossa empresa busca integrar também procedimentos que realizamos em outros dois hospitais no estado, nos quais já fazemos o acompanhamento a mais tempo”, destacou Amorim.

Alem de intensificar as reuniões nos diversos setores da casa, a equipe tem buscado conversar com as Secretarias de Saúde dos municípios da Região da Cebola, com os quais são mantidos convênios para os atendimentos em diversas especialidades. De acordo com o cogestor, a saúde como um todo no Brasil esta passando por dificuldades. É preciso reorganizar todas as unidades hospitalares, para manter e aprimorar as atividades. “Se não houver essa reorganização, e focar para manter a qualidade no atendimento, muitas casas irão fechar as portas e deixar de atender a população”, relatou.

Até o momento, como ações efetivas foram feitas modificações no quadro de funcionários, no setor de  vendas, farmácia e lavanderia. A equipe esta focando ainda na capacitação da equipe de profissionais que prestam serviços na casa e na reorganização dos profissionais. “Nossa psicóloga, por exemplo, foi realocada e agora está atendendo integrada ao Pronto Socorro, que pela nossa avaliação é o setor que mais necessita desse acompanhamento”, ressaltou o cogestor.

E também é no Pronto Socorro que estão as maiores mudanças para o atendimento aos pacientes. Para que o atendimento seja eficaz, livre de danos, imperícia ou negligência, a equipe médica e de enfermagem passou a utilizar a classificação por risco, por meio do padrão de cores. A classificação segue diretrizes do Ministério da Saúde com o objetivo de dar prioridade à ordem de atendimento dos casos.

Segundo Fabiano Amorim, cogestor do Hospital Bom Jesus, passou-se a utilizar as cores vermelho, amarelo e azul: Vermelho para os usuários em situações de emergência que necessitam de atendimento médico imediato; Amarelo para os usuários classificados como situações urgentes que deverão receber atendimento médico no máximo em 60 minutos, pois estes apresentam riscos de agravo à saúde caso não recebam um atendimento rápido; e Azul  para os usuários com queixas recentes/agudas que não ultrapassam um mês, não apresentam alterações significantes de sinais vitais e sem risco de agravo a saúde, estes devem ser atendidos em até 240 minutos (4 horas).

O trabalho de assessoria e consultoria prestado pela empresa Amorim e Associados, Consultoria e Saúde deve ser realizado por pelo menos 24 meses. Para a Diretora do HBJ Irmã Edelir Stupp, mesmo com o pouco tempo de acompanhamento já é possível observar resultados positivos, com a redução de custos em vários setores.

Ela acredita que o trabalho, à longo prazo, trará a sustentabilidade a casa. “Estamos contente com essa preocupação da associação, que é mantenedora do Hospital  Bom Jesus, que por meio da contratação dessa empresa tem buscado auxiliar os hospitais a recuperarem a sustentabilidade. Sabemos que as coisas serão realinhadas com o tempo e que é uma caminhada, mas com o tempo eu tenho certeza que vamos tornar o HBJ sustentável e melhorar ainda mais nosso atendimento”, finalizou Irmã Edelir, diretora do HBJ.

Em anexo áudio com uma entrevista com o Cogestor Fabiano Amorim e com a Diretora do HBJ Irmã Edelir Stupp.

Authentica Comunicação Integrada 

 

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