Horário eleitoral em TV e rádio começa hoje

Programas de candidatos para presidente e deputados federais inauguram horário. Governo, Senado e deputados estaduais passam amanhã

Um programa de 50 minutos na televisão e no rádio. Para muitos políticos, esse é o tiro de largada para uma campanha eleitoral. Essa corrida começa hoje e vai até o dia 2 de outubro. Nesse período, candidatos de todo o país terão alguns minutos, ou poucos segundos, para se apresentar ao eleitor e explicar as suas principais propostas. Na véspera da propaganda para o pleito de governador, que começa na quarta-feira, os coordenadores das campanhas apostaram em manter segredo absoluto sobre os temas que serão abordados durante a programação. 

Responsáveis pela maior parte do tempo de rádio e televisão, Raimundo Colombo (PSD) e Paulo Bauer (PSDB) guardam segredo sobre o conteúdo dos programas que serão veiculados a partir de amanhã. A coordenação do candidato à reeleição informa apenas que o clima é "começo oficial da campanha eleitoral". Para a equipe de Bauer, o horário servirá para mostrá-lo como uma alternativa de gestão. 

Segredo também foi a resposta do comitê de Cláudio Vignatti (PT), que terá pouco mais de três minutos para mostrar as suas propostas. Para o coordenador da campanha, José Fristch, o tempo na televisão e no rádio será precioso para apresentar o candidato petista:

— O tema a ser tratado nos programas é um jogo de esconde-esconde que todos os candidatos sempre fazem. Mas é importante dizer que o horário eleitoral gratuito é essencial para mostrar candidatos que ainda não são conhecidos em todo o Estado, como o Cláudio Vignatti. 

O candidato Afrânio Boppré (PSOL) reclamou da diferença de tempo entre as campanhas. Ainda assim, o político promete surpreender.

— Acredito que os programas políticos devem ser menos hollywoodianos e mais realistas. Meu será ocupado com denúncias e propostas - adiantou o candidato.

Os outros postulantes à cadeira de governador de Santa Catarina, Elpídio Neves (PRP), Janaínas Deitos (PPL), Gilmar Salgado (PSTU) e Marlene Soccas (PCB), também possuem menos de um minuto, cada, por programa eleitoral para mostrarem como pretendem administrar o Estado. 

Horário eleitoral foi motivo para 46 pedidos de direito de resposta em 2010

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) já se prepara para receber as tradicionais reclamações do que é veiculado nos programas eleitorais. Na corrida ao governo do Estado em 2010, o tribunal recebeu 46 processos pedindo direito de resposta. No entanto, apenas três foram aceita pela Corte.

— A maioria dos casos que origina reclamações é citação de um candidato no programa eleitoral de outro - explicou Paulo Renato, chefe da seção de Inspeção e Correição do TRE-SC, que cuida da propaganda eleitoral gratuita no Estado.

O horário eleitoral é pago pelo governo federal. As emissoras de rádio e TV recebem o tempo disponibilizado à propaganda eleitoral através de dedução de impostos em 80% do valor do seu horário comercial. Nas últimas eleições presidenciais, em 2010, a Receita Federal estimou o valor de R$ 850 milhões em isenções para as emissoras.

DIÁRIO CATARINENSE

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