Homem encontra mala de dinheiro e devolve para o dono em Rio do Sul

Camargo é natural de pouso redondo

O que você faria se encontrasse na rua um maço de dinheiro com um papel contendo um nome e um telefone? A resposta correta é procurar o dono e devolver. Mas atos como este não são comuns e quando acontecem, acabam virando notícia. Foi o que aconteceu com Manoel Fernandes Camargo, de 66 anos.

Camargo trabalha como vigilante no Fórum de Rio do Sul e, na semana passada, encontrou um bolo de dinheiro com uma nota contendo um nome e um telefone. Não pensou duas vezes: ligou na hora para a pessoa para combinar a devolução. “A pessoa veio até aqui no Fórum e eu entreguei. Já no ato peguei a nota e liguei para a pessoa”, conta.

O vigilante não lembra o nome da pessoa que perdeu o dinheiro, pois afirma que foi tudo muito rápido. Também nem sabe quanto dinheiro tinha no maço. “Eu peguei aquele dinheiro e nem conferi, não sei quanto tinha. O meu único interesse era achar o dono e devolver”.

O dono do dinheiro até ofereceu uma recompensa para Camargo, mas ele não aceitou. “Ele agradeceu e perguntou se eu cobraria alguma coisa. Disse que não. Aqui (Fórum), na verdade, a gente acha muitas coisas e sempre é entregue de volta ao dono. É um gesto que todo mundo deveria fazer”, aconselha.

Camargo é natural de Pouso Redondo, onde morou e trabalhou na agricultura por muito tempo. Decidiu se mudar para Rio do Sul e começou a trabalhar como vigilante há 20 anos e, nos últimos 10, seu posto é no Fórum da Comarca de Rio do Sul. Ele tem duas filhas, 10 netos, três bisnetos e muito orgulho da profissão que exerce.

O ato da última semana rendeu à Camargo uma Moção de Aplauso, requerida pela vereadora Zeli da Silva na sessão de segunda-feira. “A moção é em reconhecimento por seu ato de honestidade e simplicidade, por ter achado o dinheiro e feito com que fosse devolvido ao seu dono, um gesto tão digno e que, lamentavelmente, é raro de acontecer”, destacou a vereadora.

Mas não é a primeira vez que o vigilante é homenageado pelo serviço prestado a comunidade. Em 2011, durante a enchente que ocorreu em setembro, Camargo permaneceu no seu posto de trabalho, o Fórum, de quinta-feira a domingo, sem deixar o local, zelando pelo patrimônio. Por esse ato, ele foi contemplado com o título de Honra ao Mérito. “Eu fiquei de quinta-feira até domingo às 15h ilhado no Fórum e não abandonei o meu posto de trabalho, fiquei aqui cuidando. Aí fui contemplado com a Honra ao Mérito pelo trabalho, cuidado, capricho”.

Camargo não aceita recompensas em dinheiro pelos seus atos de honestidade, mas fica feliz com as homenagens que recebe. “Eu fico feliz, isso engrandece a gente. É um bálsamo”.

Educadora AM

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