Dilma Rousseff propõe pacto federativo a governadores

Dilma Rousseff propõe pacto federativo a governadores

Foto: Ichiro Guerra / Presidência da República/Divulgação

Governador Raimundo Colombo (PSD) defendeu ações do Planalto no Congresso e no ajuste fiscal

Em cerca de quatro horas de reunião em Brasília, na maior parte a portas fechadas, a presidente Dilma Rousseff (PT) pediu a 26 governadores e uma vice-governadora um pacto de governabilidade e ajuda junto às bancadas federais dos Estados para impedir a aprovação de projetos da chamada “pauta bomba” no Congresso Nacional. Um dos principais aliados da petista entre os governadores, o catarinense Raimundo Colombo (PSD) deixou o encontro defendendo apoio ao Planalto nas votações e também ao ajuste fiscal.

Na parte aberta à imprensa — e transmitida ao vivo pelos veículos oficiais —, a presidente discursou para o grupo heterogêneo, que reunia desde aliados como o mineiro Fernando Pimentel (PT) até os oposicionistas Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, e Beto Richa (PSDB), do Paraná. A única ausência foi Reinaldo Azambuja (PSDB), do Mato Grosso do Sul, que enviou a vice Rose Modesto (PSDB) para representá-lo.

— Nós temos algumas propostas legislativas de grave impacto já votadas pelo Congresso. Algumas eu assumi a condição de preservação necessária do dinheiro público, vetando, e acredito que outras estão em processo de discussão. Todas essas medidas terão impacto sobre os Estados, sem sombra de dúvida — afirmou Dilma, em referência a temas como a aplicação do mesmo percentual de aumento do salário mínimo a todas as aposentadorias, vetado ontem por ela e que deverá ser reanalisado pelos parlamentares.

Colombo falou pela região sul

No encontro fechado, apenas governadores e ministros participaram. Colombo foi escolhido para falar pelos governadores da região Sul. Entre os principais temas colocados em pauta, estava a reforma do Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS), maior fonte de arrecadação dos Estados. Após o encontro, o governador catarinense foi um dos cinco escolhidos para falar na entrevista coletiva. Foi enfático na necessidade de auxiliar Dilma a desarmar a “pauta bomba”, incluindo nela a manutenção do veto presidencial ao reajuste salarial de 53% a 78,5% aos servidores do Poder Judiciário — com efeito cascata nos Estados. Colombo também antecipou que foi agendada para setembro uma reunião da presidente com os governadores do Sul em Porto Alegre (RS).

Antes do encontro, o governador de SC almoçou com os demais governadores. Também teve audiências pela manhã na Advocacia-Geral da União e nos ministério da Agricultura e da Cultura. Ainda quarta-feira à noite, encontrou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para discutir o projeto de unificação das alíquotas do ICMS — com participação do governador gaúcho José Ivo Sartori (PMDB).

Diário Catarinense 

 

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