Cidades do Alto Vale preparam terrenos para cemitérios

Cidades do Alto Vale preparam terrenos para cemitérios

Foto: DAV / Divulgação

Algumas cidades do Alto Vale do Itajaí já enfrentam problemas com a falta de vagas nos cemitérios. Por isso, já começam a ampliar ou procurar novos espaços, como é o caso Ibirama, Taió, Imbuia e Ituporanga, que compraram novos terrenos para atender a comunidade.

Uma das situações mais preocupantes ocorre em Ibirama onde um novo terreno, ao lado do atual cemitério já foi providenciado pela prefeitura. De acordo com o administrador do local, Ademir Eskelsen, o novo espaço poderá receber até 800 pessoas. No entanto a capacidade total ainda depende da aprovação de um projeto que está tramitando na Câmara de Vereadores. Se for aprovado ele prevê o sepultamento em gaveta, o que pode quadriplicar a capacidade. “Onde hoje fica uma pessoa, agora poderá passar e ser enterradas quatro”, disse.

Ele conta que hoje estão sepultados cerca de mil corpos no cemitério municipal, e que, se não houvesse o novo terreno, restariam atualmente apenas 70 vagas. Ademir revela que são realizados anualmente cerca de 200 sepultamentos e quando o novo espaço for preenchido não haverá mais para onde expandir. Eskelsen informa que o novo terreno está agora em processo de terraplanagem e drenagem e ainda não tem previsão de quando começará a ser usado.

Outro problema encontrado no local é a questão da inundação das catacumbas. O administrador explica, que na época da construção do cemitério, cerca de 30 anos atrás, não se pensou na necessidade de fazer um sistema de drenagem. “Quando chove não tem problema, mas ela (água) vem de baixo porque é bem perto do rio. Quando fizeram o cemitério eles deveriam ter primeiro feito à canalização. Canalizar ele pra fazer o dreno, agora não tem como mexer,” relata. Ele completou dizendo que no novo terreno, está sendo realizado um projeto de escoamento de água para não haver mais inundações nas novas sepulturas.

Em Taió a gestora do Fundo Municipal de Assistência Social, Daiana Deeke, afirma que o terreno para ampliação do cemitério municipal foi comprado há quatro anos, porque na época foi constatado que futuramente haveria a necessidade de mais vagas. No local são feitos em média 80 sepultamentos por ano. O atual espaço deve dar conta da demanda prevista para 2016. No ano que vem o novo terreno deve começar a ser utilizado.

Já em Imbuia o cemitério municipal está em processo de criação. A cidade conta atualmente com nove cemitérios de igrejas, o maior se localiza no Centro e pertence a igreja católica. A necessidade de criação de um espaço municipal surgiu pela falta de vagas já existente e também pelo surgimento de novas religiões no município que não tem condições de ter o próprio local de enterro dos fiéis.

O secretário de administração, Valdir Alves, conta que o espaço fica na localidade de Samambaia, ao lado da igreja católica, cerca de 2 km de distância do Centro. O local agora está passando pelo processo de terraplanagem e deve começar a funcionar no final deste ano. O cemitério terá inicialmente cerca de 200 vagas, mas poderá ser ampliado conforme a necessidade.

Já Ituporanga ainda não possui terreno novo comprado, mas de acordo com o secretário de Urbanismo, Ademar Kuhnem, a prefeitura já está procurando um novo local adequando. A situação do cemitério municipal na cidade é tranquila. Atualmente estão enterrados mil corpos e ainda existe a disponibilidade para aproximadamente 350 novos túmulos. Como a média de enterros é de 90 por ano, segundo o secretário o cemitério atual deve poder ser usado ainda por três anos.

Em Rio do Sul situação ainda é tranquila

Já na maior cidade da região, Rio do Sul, de acordo com o secretário de Administração Givanildo Silva, a situação ainda é tranquila, já que houve a abertura da quadra 40 em 2009 que tem previsão de 10 anos de utilização. Ele afirma que neste novo lote foram disponibilizadas 287 covas, e que aproximadamente metade ainda estão disponíveis. O cemitério conta hoje com túmulos de gaveta, utilizados em geral por pessoas de baixa renda e indigentes. Além disso, existem pessoas que são enterradas com os familiares já sepultados, o que também ajuda na maior disponibilidade de vagas.

Sindréia Nunes / DAV

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