Candidatos ao governo discutem propostas na assembleia da Fecam em Concórdia

Participam do evento Cláudio Vignatti (PT), Paulo Bauer (PSDB) e o governador e candidato à reeleição Raimundo Colombo (PSD)

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) reuniu na manhã desta sexta-feira, em Concórdia, três dos oito candidatos ao governo para discutir propostas voltadas aos municípios. A assembleia, que conta com a presença de cerca de cem prefeitos de todo o Estado, começou às 9h40min. Participam do evento Cláudio Vignatti (PT), Paulo Bauer (PSDB) e o governador e candidato à reeleição Raimundo Colombo (PSD). 

A Fecam entregou aos candidatos um documento com 14 reivindicações. Entre as propostas estão o pedido ao governo estadual de mais recursos para os municípios, com investimento em áreas como educação, segurança e energia elétrica. Em nível federal, a federação pede o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), passando de 17% para 30%, e o apoio para algumas obras, como implantação de ferrovias e a duplicação da BR 280 e BR 470. 

O primeiro a falar, Paulo Bauer (PSDB), disse que o governo precisa custar mais barato, necessita uma recomposição de sua estrutura. Como exemplo, citou a transferência da administração da rodoviária de Florianópolis do governo estadual para o município, pois só a reforma do telhado custou R$ 6 milhões. 

Os outros dois candidatos divergiram quanto à questão das secretarias regionais: Colombo quer fortalecer as atuais unidades, mas Vignatti fala em eliminá-las, caso seja eleito. O atual governador saiu em defesa das SDRs. Colombo disse que as regionais custam somente 0,04% do orçamento estadual e a presença delas melhora os serviços. Também prometeu unificar algumas estruturas do governo para reduzir custos como, por exemplo, o valor de aluguel dos prédios públicos. 

Vignatti, por sua vez, falou em eliminar as secretarias e criar 23 conselhos regionais. O candidato disse ainda que vai criar uma secretaria destinada a avaliar as demandas das cidades. E, por último, prometeu que seu governo será itinerante: quer reservar quatro dias do mês para despachar de uma região do Estado. Em 23 semanas, pretende passar nos 23 conselhos regionais.

DIÁRIO CATARINENSE

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