Bancários da região podem entrar em greve

O Sindicato dos Bancários de Rio do Sul e Região tem participado e apoiado a Campanha Salarial 2015/2016 que acontece em todo o país. Entre várias reivindicações que são feitas pelos funcionários de bancos públicos e privados aos banqueiros, está o reajuste salarial em até 15% e a maior participação nos lucros. Durante esse período de campanha que deve seguir até outubro, não está descartada a possibilidade de greve e no Alto Vale.

Segundo o presidente do Sindicato, Mário Sérgio Visentainer, há 11 anos que os bancários realizam greves e campanhas salariais para atingir o índice da inflação somado ao ganho real refletidos nas folhas de pagamento. Ele explica que o valor do índice reivindicado de 15% se dá pela soma da inflação do período de um ano, sendo setembro do ano passado a agosto deste ano, que tem a previsão de fechar entre 9,75% e 10,30%, mais o valor do ganho real que é de 5%.

Ele conta que este ano as campanhas salariais começam cedo, em junho quando o Sindicato de Rio do Sul realizou uma reunião interna para discussão de pauta. Depois no Encontro Regional Sul que reúne os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul reuniram as pautas e montaram um único documento que foi apresentado no Encontro Nacional que aconteceu em Foz do Iguaçu nos dias 29 e 30 de julho.

A pauta de reivindicações elaborada depois do Encontro Nacional foi entregue para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que deve estruturar nas próximas semanas uma proposta de acordo com os bancários. O acordo assinado no ano passado vence no dia 31 deste mês, mas pode ser prorrogado até que um acordo seja feito.

Visentainer afirma que com relação aos últimos 10 anos, as campanhas têm como resultado a conquista do ganho real e em alguns anos já se conseguiu até 2,5% acima da inflação.

“Nós já estamos acumulando quase 40% de ganho real nesse governo. Porque nós vínhamos de um governo que não repassava a inflação, trabalhava apenas com abono. Mas os bancários lutaram muito, são 11 anos fazendo greve para buscar esse ganho real. Não é por conta do governo, isso aconteceu porque o bancário foi atrás e buscou a sua valorização”, comentou o presidente.

Ele acredita que os bancos têm condições de honrar com os pedidos feitos pela classe porque o lucro dos bancos não parou de crescer nem mesmo com anúncio de crise, que não seria um empecilho para fechar um bom acordo entre Federação e sindicatos.

Entre as reivindicações não está somente o reajuste salarial, eles também lutam por cláusulas sociais, de saúde, sindicais, condições de trabalho e nessas primeiras discussões são esses os assuntos abordados para criação da proposta. A discussão pode ser longa e por isso não há descarte de greves.

“A expectativa de greve é a mesma dos outros anos, nós não vamos conseguir o ganho real negociando na mesa. Nos últimos anos foi impossível construir isso só no diálogo. Os banqueiros ficam intransigentes. Eles tiveram muito lucro e tem gordura suficiente para segurar os bancos fechados”, finalizou Mário Sérgio.

Diário Do Alto Vale/Sintonia 

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