Amavi cria novo sistema para auxiliar municípios na manutenção da iluminação pública

Amavi cria novo sistema para auxiliar municípios na manutenção da iluminação pública

Novo sistema deve auxiliar municípios na manutenção da iluminação pública (Foto: DAV/Reprodução)

Um dos incômodos em grande parte dos municípios do Alto Vale é a dificuldade em manter em dia os serviços de manutenção e reparação da iluminação pública, que desde 2011 passou a ser responsabilidade das prefeituras administrarem. A Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) já ajuda a elaborar licitações para contratação de empresas terceirizadas para trabalhar nos municípios, mas agora lançou um programa que tem como promessa oferecer um processo de gestão eficiente para este problema.

Como explica o secretário executivo da Amavi, Agostinho Senem, o dinheiro destinado para a manutenção e até instalação de novos pontos de iluminação pública já é pago pela população através da Contribuição para Custeio de Serviço da Iluminação Pública (Cosip) descontado na conta de energia elétrica. Antes de 2011 esse recurso era administrado pela Celesc em Santa Catarina, que desistiu de continuar com os serviços.“Os parques de iluminação pública são um patrimônio municipal. Em 2011 a agência reguladora determinou que as concessionárias entregassem esse serviço aos municípios”, disse Senem.

O incômodo se encontra na precariedade da estrutura de gestão dos municípios para administrar esses pontos de iluminação pública de maneira eficiente e principalmente, econômica. “Cada ponto de iluminação é um ponto de reposição de componentes como lâmpadas, reatores, braços”, disse o secretário. Foi aí que surgiu um consórcio multi igualitário entre os municípios que compreendem a Amavi, ajudando através de licitações e concorrências a gerar economia na contração de empresa que prestam o serviço de manutenção.

Com esse novo sistema desenvolvido pela Amavi, que 18 municípios já adotaram e três deles já receberam a etapa de cadastramento, sendo Agronômica, Aurora e Chapadão do Lageado, será possível saber com precisão quantos pontos de iluminação pública o município tem e quais as características fundamentais de cada um, sendo que cada poste recebe uma placa com um código para identifica-lo no programa.

“Então agora será identificado cada ponto, codificar eles com plaquetas e fazer o georreferenciamento de cada ponto. Cada plaquinha que contem uma numeração, dentro do sistema de gestão, a gente já sabe qual é o componente que vai naquele ponto”, disse Senem. “vai chegar um momento em que uma pessoa vai identificar um problema próximo a sua casa, vai ligar para um 0800 identificando qual é o ponto pela placa”.

O projeto está em fase de implantação ainda, mas assim que o primeiro município estiver totalmente cadastrado já deve entrar em funcionamento. “Iluminação pública hoje em dia é questão de segurança”, finalizou Agostinho, que garantiu que em paralelo a esse sistema a Amavi já vem elaborando outros mecanismos para tornar cada vez mais eficaz a gestão pública nos municípios.

Julieti P. Largura / DAV

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