Denúncias aumentam após projeto de educação sexual em escolas de Ibirama

Projeto contratado pela prefeitura contemplou 4 mil alunos de todas as séries das redes pública e privada.

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Denúncias aumentam após projeto de educação sexual em escolas de Ibirama

Reprodução Internet

 

O número de denúncias de abuso sexual de crianças e adolescentes aumentou em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí, após os estudantes participarem de um projeto sobre educação sexual. A iniciativa foi contratada pela prefeitura e alcançou cerca de 4 mil alunos de todas as faixas etárias das redes pública e privada. 

O trabalho ficou conhecido nacionalmente após o vídeo de um aluno viralizar ao mostrar as lições que aprendeu em sala de aula. 

Dados do Conselho Tutelar de Ibirama mostram que de janeiro a março deste ano, a quantidade de casos que chegou ao órgão ficou em seis. No trimestre seguinte, abril a junho, a variação foi pequena, totalizando outras sete denúncias. Mas somente em julho, foram quatro. Os dados de agosto ainda não estão fechados.

A secretária de Assistência Social de Ibirama, Fabiani Tenfen Soberanski, diz que os números são reflexo direto do trabalho desenvolvido com os estudantes. 

O projeto de Prevenção ao Abuso Exploração Sexual Infantojuvenil foi desenvolvido pela pedagoga com 20 anos de experiência Shirlei Silva. Ela estudou as melhores estratégias para abordar o tema com os alunos e fazer um trabalho baseado em um tripé, explica a educadora: 

— A educação sexual na escola é para prevenir, proteger e ensinar a criança a denunciar.

Com os alunos menores, como no caso da turma de Caio Gubler que viralizou na internet, o trabalho se deu de forma lúdica, como usando as cores vermelho, amarelo e verde para sinalizar onde as pessoas podem ou não tocar no corpo de uma criança. Já com os maiores, do ensino médio, os estudantes desenvolveram propostas para combater a violência e exploração sexual infantojuvenil. 

— A ação ainda tem continuidade através das caixas de segredos realizadas nas escolas e pelas propostas que vieram para o poder público das crianças e adolescentes atendidos — afirma a secretária de Assistência Social. 

O projeto desenvolvido nas escolas de Ibirama foi contratado pela Secretaria de Assistência Social e pelo Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes, com recursos do Fundo da Infância e da Adolescência (FIA)

 

Por Talita Catie - NSC Total

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