Produção orgânica cresce no Alto Vale

Pelo menos 19 propriedades na região já são certificadas e 16 estão em processo de transição.

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Produção orgânica cresce no Alto Vale

Foto: Divulgação

 

Cada vez mais as pessoas têm se preocupado com a qualidade dos alimentos que estão ingerindo. Com a procura por alimentos mais saudáveis, muitos agricultores acabam migrando da produção convencional para a orgânica. No Alto Vale já são pelo menos 19 propriedades certificadas, que produzem e comercializam produtos de origem orgânica e outras quase 60 que trabalham com esse mesmo processo, mas ainda não tem certificado. Outras cinco famílias também estão em fase de transição.

Em Atalanta, por exemplo, são 11 propriedades orgânicas não certificadas, mas de acordo com o engenheiro Agrônomo, Lauro Krunzalt todos recebem a assistência técnica necessária para buscar o reconhecimento.

“Nossos agricultores participam de feiras em Rio do Sul e Blumenau. Temos reuniões todos os meses, fora os atendimentos nas propriedades e planejamento realizado pela Epagri. Percebemos que o mercado nesse sentido vem sendo muito valorizado”, pontua.

O produtor e responsável pelas certificações do grupo SC 050, Vili Valiati, conta que hoje são 12 propriedades certificadas pela empresa nos municípios de Ituporanga, Alfredo Wagner e de Ibirama. Outras são certificadas pela Rede Ecovida. Porém 16 propriedades da região estão em fase de transição, sendo uma de Rio do Sul, uma em Taió, uma em Trombudo Central, uma em Santa Terezinha, duas em Vitor Meireles, uma em Apiúna, duas em Rio do Oeste, uma em Agrolândia e cinco em Pouso Redondo.

Ele explica que atualmente os agricultores tem três formas de conseguir o certificado, uma participativa, uma auditada e outra onde o produtor se cadastra junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“O Ministério dá a documentação e faz a vistoria. No auditado quando é em grupos, temos o SCI, Sistema de Controle Interno, onde existe uma exigência do Ministério da Agricultura. Temos os responsáveis e auditores, temos professor e auditor interno e temos o agrônomo, além disso temos agricultor e auditor interno e o engenheiro da Epagri que nos dá suporte pela questão de produção. Fazemos as auditorias, cadastros de produtores enviamos para o IBD e eles analisam a documentação”, comenta.

Valiati ressalta ainda que a migração do convencional para o orgânico é crescente na região.

“Esse ano tivemos um aumento de 100% na procura pela certificação. Pessoas do Alto Vale e do Oeste nos procuram com a intenção de certificar vários produtos como maça, laranja entre outros”, pontua.

Ele explica ainda que muita dessa procura está relacionada a saúde dos próprios agricultores e a vontade de permanecer na agricultura.

“Pessoas com problemas de saúde e estão encontrando uma nova maneira de trabalhar na agricultura e nós incentivamos todos eles. Além disso, participamos nas chamadas públicas dentro dos municípios do Alto Vale. Auxiliamos os mais antigos certificados, a maioria com frutas, já temos com hortaliças também e que estão participando dentro das chamadas públicas que trabalham com verdura como as cidades de Ituporanga e Alfredo Wagner. Para ano que vem fomos convidados para participar na chamada pública em Rio do Sul e estamos esperando o grupo em transição para ampliar a merenda escolar”, afirma.

Em Presidente Getúlio, são três propriedades certificadas e uma em processo de transição. O extensionista Social da Epagri, Valdecir Gamba, explica que os agricultores são sempre orientados em relação a produção de alimentos saudáveis, sem a incidência de agrotóxicos.

“Os agricultores vêm se preocupando e sempre procuramos direcionar pelo caminho do alimento seguro. Uma das recomendações que fizemos é usar uma calda natural em vez de um produto químico, por exemplo”, explica.

Apesar de não ter nenhum agricultor orgânico certificado em Mirim Doce, a Secretaria de Agricultura já trabalha para que a realidade seja diferente.

“Temos feito um esforço para disseminar essa cultura e levar os agricultores para conhecer essas realidades. Alguns agricultores já estão interessados e até o ano que vem pretendemos mudar essa questão”, disse a diretora de convênios, Cássia Fernanda da Silva.

 

Por Tatiana Hoeltgebaum

Diário do Alto Vale

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