Produção de peixe cresce no Alto Vale

São pelo menos 240 piscicultores que fazem parte de 20 associações distribuídas em toda a região.

Produção de peixe cresce no Alto Vale

Foto: Divulgação / DAV

 

A piscicultura é a atividade pecuária com melhor rentabilidade em 2018, de acordo com um estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Um levantamento realizado no mês passado pela CNA, mostra que a lucratividade dos produtores, na relação direta de custos e faturamento, ficou em 6%.

No Alto Vale, a atividade também está expandindo e os municípios buscam dar todo o suporte aos produtores, por meio das Associações de Piscicultores. Em nossa região são pelo menos 240 produtores associados em 20 associações distribuídas nos municípios.

Entre os municípios que mais chamam atenção com o número de associados, estão Ibirama, Braço do Trombudo, Rio do Oeste, Pouso Redondo, Ituporanga, Lontras, Laurentino, Trombudo Central e Vitor Meireles. A grande maioria tem mais de 20 produtores associados.

Em Lontras, por exemplo, a Associação conta com o apoio da prefeitura e muitos associados são beneficiados por fazer parte do grupo. “Na verdade temos um grupo que discute os problemas e soluções da piscicultura. Os associados podem adquirir os equipamentos para despesca, para fazer de uma forma correta, pode ser então um uso coletivo. Em cada reunião é decidido o que vamos comprar com os recursos, e geralmente é equipamentos aos produtores. Depois, por meio de sorteio, eles vão ganhando os próprios equipamentos. Além disso também damos prioridade de assistência técnica”, relata o Secretário de Agricultura, Mario Bini.

Já em Rio do Oeste, a Associação conta com 33 piscicultores ativos e de acordo com o técnico e responsável pela piscicultura, Tancredo Kempner, a atividade está em expansão e o objetivo é dar todo o suporte necessário aos produtores. “A vantagem é que os associados têm todos os equipamentos para despescas, porém é somente para os associados. O produtor tem ainda desconto de R$ 1 de desconto no saco da ração. Damos suporte técnico para o produtor, fazemos a documentação da venda, atestado sanitário, Guia de Transporte Animal, notas fiscais”, conta.

Em relação à produção e a safra, o técnico destaca que os produtores estão contentes com o resultado. “Em Rio do Oeste esse ano fechou a safra com 430 toneladas de tilápia. É uma atividade em expansão e sem dúvidas uma das mais rentáveis. É importante destacar também que todas as áreas aqui são licenciadas junto a Fatma”, completa

Em Braço do Trombudo, onde 36 associados fazem parte do grupo, os benefícios também são variados. Além de rede arrastão para despesca, a Associação oferece espalhador líquido de esterco, aerador para lagoa e ainda rede tanque

Pouso Redondo tem também a participação de 20 associados e lá a assistência é feita pelo veterinário Ronaldo Peters. “Agora estamos com uma nova diretoria. Eu sou veterinário e participo da Associação, acompanho o cultivo, mas na minha opinião o setor está em crise. Não houve um número muito abaixo de pessoas que não participam da Associação. A nossa motivação ainda é que com o frigorífico que abriu aqui há cerca de três meses, acaba criando uma expectativa. Com uma melhora na economia, talvez esse cenário mude, mas por conta da crise que o país atravessa, várias toneladas inclusive da pascoa estão estocadas porque as pessoas não estão consumindo”, argumenta.

 

Por Tatiana Hoeltgebaum 

Diário do Alto Vale 

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