Presidente da Aprocesc busca apoio dos vereadores de Ituporanga para implantação de sistema antigranizo na Região da Cebola

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Presidente da Aprocesc busca apoio dos vereadores de Ituporanga para implantação de sistema antigranizo na Região da Cebola

Presidente da Aprocesc Jelson Gesser - Foto: Divulgação

 

O presidente da Associação dos Produtores de Cebola de Santa Catarina – Aprocesc Jelson Gesser, atendendo pedido dos vereadores de Ituporanga participou na quarta-feira (20) da sessão ordinária realizada na câmara municipal para debater a implantação de um sistema antigranizo na Região da Cebola. A participação de Jelson foi motivada após o vereador Leandro May (PSDB) sugerir que a administração de Ituporanga estudasse a possibilidade de implantar esse sistema logo após a região ter sido castigada pelo granizo por dois dias seguidos, que acarretou prejuízos em propriedades rurais, e em lavouras de tabaco e cebola em alguns municípios da região.

Ao utilizar o espaço na tribuna o presidente da Aprocesc iniciou sua participação comentando que buscou informações sobre um sistema antigranizo que já está em funcionamento em Santa Catarina. “Existe um sistema no Meio Oeste do Estado que funciona perfeitamente. O sistema lá abrange cerca de 800 mil hectares, e é bancado parte pela iniciativa privada, por associações de produtores e pelo poder público, prefeituras e Governo do Estado”, disse.

Jelson também esclareceu aos vereadores a forma como é implantado e o funcionamento do sistema antigranizo que é utilizado no Meio Oeste e que pode servir de exemplo para a Região da Cebola. “É um sistema simples de funcionamento, mas bastante complexo para ser implantado. Trata-se de um gás, o iodeto de prata que junto com outro reagente e é lançado na atmosfera por meio de chaminés. As chaminés são instaladas nas propriedades estrategicamente, e são comandadas por um sistema que monitora as condições climáticas para que se possa fazer o acionamento delas na hora que for necessário. O sistema é acionado algumas horas antes das tempestades conforme o aviso do radar” relatou.

De acordo com Gesser o projeto é desenvolvido por uma empresa privada, que além da administração também faz a manutenção do sistema. Já as chaminés em caso de precipitação de granizo são acionadas pelos próprios agricultores nas propriedades. “Os agricultores são treinados e eles têm um contato direto com o administrador do sistema. Eles fazem o ligamento do sistema horas antes da tempestade. O sistema tem uma eficiência de até 80% na redução do volume e do tamanho das pedras de granizo” esclareceu aos vereadores.

Sobre o iodeto de parta que é lançado na atmosfera para reduzir o granizo, Jelson disse que o produto químico não agride as lavouras, os animais ou lençóis freáticos. “É um produto que é diluído em milhões e milhões de metros cúbicos de ar na atmosfera, tornando sua concentração muito baixa”.

O presidente da Aprocesc finalizou a participação na sessão pedindo o apoio dos vereadores de Ituporanga para que defendam a ideia do sistema antigranizo. “Eu estou aqui para buscar apoio para que seja possível a retomada dos estudos para colocar esse sistema em funcionamento aqui na Região da Cebola, região basicamente de economia agrícola, aonde todo e qualquer prejuízo que acontece na agricultura reflete muito nas cidades, na economia total das pessoas”, comentou Jelson Gesser.

O vereador Leandro May, que foi quem levantou o tema novamente na Câmara de Vereadores, falou que já conversou com o secretário de Agricultura de Ituporanga, para que uma comissão conheça o sistema que está em funcionamento no Meio Oeste do Estado.

 

Por Assessoria de Comunicação

Câmara de Vereadores de Ituporanga

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