Censo Agropecuário 2017 inicia em outubro

Pelo menos 17 mil propriedades rurais do Alto Vale serão visitadas.

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Censo Agropecuário 2017 inicia em outubro

Foto: Joanna Pellizzetti / DAV

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciará no dia 1º de outubro as operações do seu 10º Censo Agropecuário. Durante cinco meses, cerca de cinco milhões de visitas serão realizadas em estabelecimentos agropecuários de todo o Brasil. Em 23 dos 28 municípios do Alto Vale, acredita-se que aproximadamente 17 mil produtores rurais sejam visitados nesse período. Os resultados do Censo devem começar a ser divulgados pelo IBGE em meados de 2018.

De acordo com o coordenador de subárea de Rio do Sul do Censo Agropecuário 2017, Laércio Lopes, a pesquisa não era realizada desde 2007. Ele explica que, por lei, ela deveria ser feita a cada cinco anos, mas não é o que acontece na prática. “Esse censo agropecuário se encaixa na modalidade dos censos econômicos. Por lei, ele deveria ser realizado a cada cinco anos, mas por questões politicas e orçamentárias ele vem sendo realizado a cada 10 anos desde os anos 90”, conta.

Lopes ressalta que a agência de Rio do Sul – pela qual ele responde – faz a cobertura de 23 municípios do Alto Vale, e abrange as regiões de Ituporanga, Ibirama e Rio do Sul. Já a região de Taió é de responsabilidade da agência do IBGE de Curitibanos. “Desses 23 municípios que estão sob responsabilidade da agência de Rio do Sul, nós temos no nosso pré-cadastro cerca de 17 mil estabelecimentos agropecuários para visitar”, declara o coordenador.

Já que muitos profissionais estão envolvidos no Censo, duas subáreas foram criadas para facilitar o processo: uma em Rio do Sul, na própria agência do IBGE, e outra em Ituporanga, na Secretaria de Agricultura. Segundo Lopes, são 11 municípios sob responsabilidade de Ituporanga e 12 de Rio do Sul. “Dentro dessa subárea de Rio do Sul a gente tem um segundo posto de coleta em Ibirama, para operacionalizar a coleta dos seis municípios do Vale Norte: Ibirama, Presidente Getúlio, Witmarsum, Vitor Meireles, Dona Emma e José Boiteux”, explica. Ao todo, pelo menos três Agentes Censitários Municipais (ACM), 11 supervisores e 58 recenseadores trabalharão na pesquisa.

Levantamento

Durante as visitas nas propriedades rurais, serão levantadas informações sobre a área, produção, características do agricultor, emprego da irrigação, uso de agrotóxicos, entre outros temas. “O objetivo central do Censo é criar uma base de dados para o governo federal, onde a gente vai poder ter de certa forma um retrato do setor agropecuário dentro de cada um desses municípios”, declara Lopes.

O coordenador da subárea de Rio do Sul ainda ressalta que a pesquisa tem um “viés triplo”: econômico, social e ambiental. Econômico porque o Censo buscará informações sobre a produção do estabelecimento rural. “A gente quer saber o que está sendo produzido, de que forma isso está sendo produzido, qual é a tecnologia que está sendo empregada nessa produção”, afirma Lopes. Social porque perguntas referentes às características do produtor rural também serão feitas. “A gente vai fazer perguntas referentes à escolaridade dele, o acesso à tecnologia, acesso à informação”, conta. Por fim, o Censo tem um viés ambiental porque estatísticas relacionadas ao meio ambiente serão levantadas a partir das visitas. “Questões referentes ao número de nascentes existentes nas propriedades, o destino que é dado para o lixo, o esgotamento sanitário, uma série de questões”, relata.

Segundo o coordenador, é importante que se faça uma pesquisa bem feita, até porque existem diversas políticas públicas do segmento agropecuário que tomam como base os números oficiais do Censo. “É muito importante que a gente atualize isso, tendo em vista que o último Censo foi realizado há 10 anos”, conclui Lopes.

 

Por Carolina Ignaczuk

Diário do Alto Vale 

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