Obras de contenção na Serra do Rio do Rastro seguem sem prazo para começar

Havia previsão de licitação para março, mas medida não foi cumprida. Local já teve 4 deslizamentos este ano.

Obras de contenção na Serra do Rio do Rastro seguem sem prazo para começar

Foto: NSC TV / Reprodução

 

As obras de contenção na Serra do Rio do Rastro seguem sem prazo para começar. O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) havia dito que uma licitação seria lançada em março, mas a medida não foi cumprida. Este ano, já foram registrados quatro deslizamentos no local, dois deles interromperam a pista.

No último monitoramento feito em fevereiro com a ajuda de um drone, a Defesa Civil identificou 23 pontos de risco. O relatório já foi entregue ao Deinfra e ao Ministério da Integração Nacional. Esse documento, com um plano de prevenção, ainda está sendo analisado pelo governo federal.

A obra está orçada em R$ 21 milhões e prevê a instalação de telas metálicas para conter as pedras em caso de deslizamento.

"Em seguida, o Deinfra entra com a fase licitatória. Terminou a licitação, de imediato já começa. Tem uma expectativa de por volta de seis meses de intervenção em toda a serra para a gente conseguir terminar essas obras", afirmou o diretor da Defesa Civil Anderson Ciotta. "A gente precisa que comecem este ano as obras", completou.

O Deinfra anunciou que essa licitação seria aberta em março, mas o mês acabou e a medida ficou só na promessa.

Sem prazo

O atual secretário de Infraestrutura, Paulo França, disse que enquanto o governo federal não liberar recursos, a obra não tem prazo pra começar.

"Nas conversas que nós fizemos com o coronel Ramlow, que é o secretário nacional da Defesa Civil, ele abriu a possibilidade de atender essa demanda importante do governo do estado dentro de um prazo curto. Mas exatamente qual é a previsão desse prazo a gente ainda não tem", afirmou o secretário Paulo França.

O motorista Carlos Zim é um dos que já presenciou os perigos da estrada da Serra do Rio do Rastro: "caiu uns cinco metros na minha frente, uma pedra em torno de um quilo, mais ou menos. Se cai em cima do capô ou no vidro, proderia acontecer alguma coisa".

 

Por G1 SC

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