Suspenso há seis meses, concurso da PM de SC terá novo prazo de inscrições para militares de fora do Estado

Suspenso há seis meses, concurso da PM de SC terá novo prazo de inscrições para militares de fora do Estado

Salário inicial da vaga é de R$ 12,8 mil (Foto: Felipe Carneiro / Diário Catarinense)

 

A Polícia Militar de Santa Catarina (PM-SC) pretende retomar em 30 dias o concurso público para oficiais da corporação que foi suspenso em setembro do ano passado depois de recomendação do Ministério Público Estadual (MP-SC). Na época, a promotoria da Capital justificou o pedido diante de um possível vazamento da prova através do WhatsApp. O caso motivou um inquérito civil no MP e uma apuração da Diretoria Estadual de Investigação Criminais (Deic).

Depois de suspender o processo seletivo, a PM terminou o contrato com o Instituto O Barriga Verde (IOBV), então responsável pelas provas e neste começo de 2018 contratou uma nova banca. Além disso, a corporação precisará cumprir uma recente decisão judicial que possibilita a participação de policiais militares de outros Estados sem limite de idade. Isso porque, o edital inicial impedia a participação de PMs de fora de SC que tivessem acima de 30 anos. A PM catarinense diz ter montado o edital com esse pré-requisito por conta da questão previdenciária.

Dessa forma, será aberto um prazo de inscrição específico para candidatos que se enquadrem nesse perfil. Para o restante dos interessados, o concurso está fechado. Concluída essa etapa, será marcada a nova prova. São 70 vagas, sendo 65 homens e cinco para mulheres. O salário inicial é de R$ 12,8 mil.

Tema de redação vazou entre concurseiros

Pelas informações iniciais do MP, circulou desde 9 de julho de 2017 em grupos do WhatsApp e entre inscritos o tema da redação, que era "Paz no Caos". Depois da prova, denúncias chegaram à promotoria e à ouvidoria da PM. Inicialmente, foram feitas investigações em separado, mas depois um oficial da PM foi designado para acompanhar e colaborar com o trabalho do MP.

Os promotores chegaram a questionar a contratação do IOBV pelo método de dispensa de licitação, mas a PM esclareceu que o formato é usado por outros órgãos ligados ao governo para a realização de concursos públicos seguindo a proposta de aplicação de recursos em institutos de pesquisa e não em empresas privadas.

 

Por Ânderson Silva

Diário Catarinense

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