Dois são presos em esquema bilionário de lavagem de dinheiro na contratação de DJs para festas em SC

Polícia Federal cumpre 14 mandados de busca e apreensão em SC e SP, com prisões na capital paulista.

Dois são presos em esquema bilionário de lavagem de dinheiro na contratação de DJs para festas em SC

Polícia cumpriu mandado em corretora de câmbio em Blumenau (Foto: Eduardo Cristófoli/NSC TV)

 

Duas pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (28) na Operação Line Up, da Polícia Federal de Santa Catarina, contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro na contratação de DJs internacionais para festas de música eletrônica. Uma corretora de câmbio com sede em São Paulo e uma empresa de eventos catarinense são alvos das investigações.

O diretor e um proprietário da empresa de câmbio foram presos na cidade de São Paulo. Até as 11h, ainda eram cumpridos os 14 mandados de busca e apreensão, cinco deles em São Paulo e nove em Santa Catarina, nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau.

Conforme as investigações, que começaram em 2013, eram feitos contratos subfaturados para pagar os DJs. Ainda segundo a PF, a corretora de câmbio, usadas para maquiar o dinheiro, fazia parte do mesmo grupo econômico da empresa de eventos que fazia as contratações.

De acordo com o delegado Alex Biegas, são coletados documentos e arquivos de computadores em residências, empresas e filiais da corretora de câmbio nesta manhã. Até as 10h, nenhuma prisão em flagrante havia sido feita.

A Polícia Federal de Itajaí, responsável pela investigação, não divulgou nomes dos investigados e os locais de busca e apreensão.

A reportagem procurou a empresa Multimoney, onde um dos mandados de Blumenau foi cumprido, sem sucesso até a última atualização desta notícia.

Pessoas mortas, desvios bilionários

Foram identificadas mais de R$ 2 bilhões em movimentações atípicas em sete relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), segundo a PF.

Ainda no esquema, a PF identificou 155 operações de câmbio com utilização dos nomes de 111 pessoas que já estavam mortas.

Também foram feitos pagamentos para pessoas no exterior que não eram os reais exportadores de mercadorias. A PF ainda informou que foram feitas contratações de empresas investigadas na Operação Lava Jato e ligadas a doleiro condenado na operação.

Esquema de lavagem de dinheiro

A PF ainda divulgou índicios movimentação fraudulenta do dinheiro dentro da corretora de câmbio com a empresa de eventos:

  1. Recebia e realizava depósitos em espécie, vedado para operações de câmbio;
  2. Burlava os limites da posição cambial;
  3. Movimentavam moeda estrangeira de forma paralela e, após apreensão de valores, maquiar as operações;
  4. Facionavam operações de câmbio para burlar os limites de valores a serem negociados;
  5. Registravam operações sem a documentação suporte, fraudando a fiscalização;
  6. Tansferiam moeda entre unidades sem identificar corretamente o destinatário;
  7. Atuava no mercado paralelo de câmbio, fraudando as autorizações impostas pelo Bacen;
  8. Deixar de analisar e identificar os clientes para fraudar os controles de prevenção à lavagem de dinheiro;
  9. Usava documentos ideologicamente falsos para recuperar valores apreendidos.

 

Por G1SC

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