Prédios "tremem" em Itajaí como reflexo de terremoto na Bolívia

Prédios

Foto: Divulgação

 

Moradores de pelo menos três edifícios de Itajaí, em bairros diferentes, procuraram os Bombeiros e a Defesa Civil no fim da manhã desta segunda-feira afirmando terem sentido um leve tremor de terra. O horário coincide com o terremoto registrado na Bolívia, que atingiu magnitude 6,8.

Os prédios de onde vieram os relatos ficam na Fazenda, no Centro e na Vila Operária. Durante a tarde, engenheiros da Defesa Civil de Itajaí farão vistorias para avaliar se houve danos estruturais.

De acordo com o jornal O Globo, outras cidades no país sentiram o tremor de terra. Em São Paulo e em Brasília, prédios foram evacuados - entre eles a sede da Infraero, em Brasília, e o Ministério Público de São Paulo.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o epicentro do abalo sísmico ocorreu a 13 quilômetros da localidade de Carandayti, no Sul da Bolívia, próximo ao Paraguai. A força do terremoto fez com que também fosse sentido mais ao norte do país, em Cochabamba. Ainda não há informações sobre feridos.

Tremor em Itajaí é fenômeno muito raro, diz especialista

Se comprovada a relação entre os relatos de tremor sentido por moradores de três prédios, em diferentes de bairros de Itajaí, e o terremoto ocorrido no final da manhã desta segunda-feira, na Bolívia, terá sido um fenômeno bastante raro. Doutor em Geociências, o professor José Gustavo Natorf de Abreu, da Univali, diz que é mais fácil haver reflexo no litoral catarinense quando o tremor ocorre no Oceano Atlântico.

Cerca de cinco anos atrás, um terremoto nessas condições foi levemente sentido em Itajaí e Balneário Camboriú. Para haver reflexo de um tremor ocorrido na Bolívia, explica o professor, é preciso atentar para a profundidade do fenômeno. Quanto mais profundo, maior o raio de propagação e, portanto, maior a possibilidade de sentirmos os reflexos do abalo.

O USGS informou que o terremoto ocorreu a 557 quilômetros de profundidade, o que pode ter levado os efeitos para além do território boliviano.

 

Por Dagmara Spautz

NSC Total

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