Menos de 30% dos catarinenses já declararam o imposto de renda em 2018

Menos de 30% dos catarinenses já declararam o imposto de renda em 2018

Foto: Receita Federal / Divulgação

 

Somente 26,5% dos contribuintes catarinenses declararam o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2018 até o final da manhã desta terça-feira, 3. No ranking dos Estados com maior número de envio de declarações, Santa Catarina aparece em sexto lugar — atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. O prazo para o acerto de contas com o Leão vai até o fim deste mês. 

De acordo com a Receita Federal, o Receitanet recebeu 327.068 declarações de Santa Catarina até o momento, sendo que são esperadas 1,23 milhão em nível local. O número de documentos entregue corresponde a 4,5% em relação ao total do Brasil. 

No país, 7.257.394 pessoas já fizeram a declaração do IRPF. Proporcionalmente, Roraima é o Estado com menos habitantes que já cumpriram a obrigação: 16.460 declarações (0,22%).

A declaração do IRPF deve ser enviada pela internet até dia 30 de abril. A multa mínima para quem perder o prazo é de R$ 165,74 e a máxima é de 20% do imposto devido.

Principais erros que levam à malha fina

- Informar despesas médicas diferentemente dos recibos, principalmente em função da declaração do profissional da saúde, a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED).
- Informar incorretamente os dados da empresa em relação ao informe de rendimento, principalmente valores e CNPJ.
- Deixar de informar alguns rendimentos recebidos durante o ano (às vezes, é comum esquecer ganhos de empresas em que houve a rescisão do contrato).
- Erros bobos, como uma vírgula fora do lugar ou erro de digitação do número, que não "batem" com os dados informados pela empresa.
- Deixar de informar os rendimentos dos dependentes ou informar dependentes sem ter a relação de dependência (casos em que o pai e a mãe lançam o filho de formas distintas em suas declarações).
- A empresa alterar o informe de rendimento e não comunicar ao funcionário.
- Deixar de informar os rendimentos de aluguel recebidos durante o ano.
- Locadores ou locatários de imóveis informarem os valores diferentes dos declarados pelos moradores, administradores ou imobiliárias.

Alertas para acertar na declaração

- Obter todas as informações diretamente das fontes pagadoras (informes de rendimentos).
- Utilizar recibos de despesas obtidos diretamente com os profissionais, instituição de educação, hospitais, planos de saúde etc.
- Comparar a declaração atual com a dos anos anteriores e analisar a variação patrimonial, confrontando com a renda necessária para justificá-la.
- Usar a importação de declarações utilizadas na apuração de ganhos de capital e carnê Leão.
- Ao declarar dependentes que tenham renda, buscar informá-las corretamente, com dados oficiais.
- Utilizar a importação de dados da declaração do ano anterior (evitando esquecimento de alguma informação).
- Profissionais liberais que desenvolvem atividades voltadas para a área da saúde, como médicos, dentistas, psicólogos, entre outros, devem informar o CPF da fonte pagadora mês a mês.

FONTES: Fortus Contábil, Evanir Aguiar dos Santos e diretor da Confirp, Richard Domingos

 

Por Diário Catarinense 

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