Novidade na final do Catarinense 2018, árbitro de vídeo pode ser acionado em quatro situações

Rafael Traci, da Federação Paranaense, e Carlos Berkenbrock serão os operadores do sistema.

Novidade na final do Catarinense 2018, árbitro de vídeo pode ser acionado em quatro situações

Árbitros estiveram em treinamento no ano passado em curso da CBF (Foto: Marcos Paulo Rebelo / CBF)

 

Autorizado pela Fifa por meio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o sistema de vídeo-arbitragem (VAR, na sigla em inglês) vai entrar em ação para minimizar os erros na disputa do título entre Chapecoense e Figueirense, domingo às 16h na Arena Condá, pela final do Campeonato Catarinense 2018.  

Durante os 90 minutos, o árbitro é livre e pode pedir o VAR quantas vezes achar necessário, porém essa operação é liberada em quatro ocasiões: gols, pênaltis, cartões vermelhos e erro de identificação de jogadores. Além da consulta aos auxiliares de vídeo, o juiz pode visualizar as imagens em um aparelho localizado ao lado do campo. A última palavra é sempre dele.

– A arbitragem de vídeo (um árbitro e um auxiliar) é indicada pela CBF. Todos os que estarão envolvidos na final passaram pelo treinamento no ano passado – disse o diretor do departamento de arbitragem Marco Antônio Martins. 

O custo operacional do VAR para todo o Catarinense era estimado no valor de R$ 2,7 milhões - algo em torno de R$ 30 mil por partida. Na decisão, porém, o valor para uma única utilização será maior. Martins explica que isso se dá pelo confronto do título acontecer no Oeste de Santa Catarina. 

– Não está definido essa situação de valor, mas pela logística acredito que passe do que projetamos no início do ano. A final será em Chapecó, então temos que considerar que a operação será feita de lá e isso gera um custo adicional que não estávamos prevendo – completou. 

De acordo com a Internacional Board, órgão da Fifa responsável pelas regras do futebol, em 8% dos casos o VAR foi decisivo no resultado final e o tempo perdido com as consultas representa menos de 1% do total do jogo. Em apenas 5% das análises o vídeo deixou passar um erro claro e manifesto. O sistema está no futebol desde 2016 e estará presente na Copa do Mundo da Rússia neste ano.

Confira as situações em que o VAR pode ser consultado

Gols
O árbitro de vídeo analisa a imagem para saber se existe alguma irregularidade no lance (seja falta, infração ou impedimento). A partir daí o juiz de campo valida ou não o lance. 

Pênaltis
Em caso de dúvida de falta ou infração dentro ou fora da área para que a marcação da penalidade seja realizada de maneira correta. 

Cartões vermelhos
Em situação de dúvida se tal jogada de falta ou infração é merecedora de expulsão, o árbitro pede o auxílio do vídeo. Essa situação, porém, não cabe ao segundo cartão amarelo. 

Erro de identidade de jogadores
Em alguns lances com a participação de muitos jogadores, o árbitro não sabe quem fez a falta ou não vê o que acontece. Os assistentes de vídeo podem ajudá-lo a determinar quem cometeu a falta para não para advertir ou expulsar o jogador errado.

Veja a escala de arbitragem da final do Catarinense 2018

Chapecoense x Figueirense
Domingo às 16h, na Arena Condá
Árbitro: Bráulio da Silva Machado
Auxiliares: Kleber Lúcio e Helton Nunes
Quarto árbitro: Rodrigo D'Alonso Ferreira
Quinto árbitro: Eli Alves Sviderski
Árbitro de vídeo: Rafael Traci 
Assistente de vídeo: Carlos Berkenbrock

 

Por Guto Marchiori

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