Copa do Mundo: Torcedores de SC estão mais caseiros nesta Copa

Dados são de pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

Copa do Mundo: Torcedores de SC estão mais caseiros nesta Copa

Divulgação

A Copa do Mundo promete movimentar a economia de Santa Catarina. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que 24,2% dos entrevistados em Florianópolis vão às compras durante o mundial. 

A marca está dentro da média nacional, porém inferior a 2014, quando a Copa foi realizada no Brasil. Naquela oportunidade, quase quatro em cada 10 moradores da Capital manifestaram a intenção de comprar algum item durante o período. 

O levantamento aponta ainda que os torcedores estarão bem caseiros neste ano. Mais da metade (54,5%) deve consumir em casa, contra 18,2% que pretende assistir às partidas em bares e restaurantes. Na Copa passada, o comportamento foi o contrário:  21,6% fora e 18,1% em casa.

É o caso de João Augusto Ferraz. Fanático por futebol, o analista de sistemas e torcedor do São Paulo disse que pretende assistir as partidas em casa. Recém chegado ao bairro Rio Tavares, no Sul da ilha, ele acabou de equipar a sala com uma TV e pretende reunir os amigos para torcer para a Seleção.

- A minha ideia é assistir os jogos no conforto do sofá. Acredito que é mais fácil e prático do que ir em um bar. Em casa, vou chamar as pessoas e como os jogos são no período da manhã e da tarde dá para aproveitar para fazer um almoço especial ou um churrasco - disse.

Bruno Breithaupt,  presidente da Fecomércio-SC, entende que o momento econômico justifica o desinteresse do catarinense para comprar itens para a Copa ou buscar assistir os jogos fora de casa. Segundo ele, as condições de consumo estão menos favoráveis do que há quatro anos. 

- A retomada do consumo está em curso, lentamente, há mais de um ano no Estado, mas o humor do mercado é influenciado pelo cenário político, que provoca oscilação nos indicadores econômicos. No primeiro trimestre de 2014, por exemplo, a taxa de desemprego em SC era de 3,1%, diante dos 6,5% apontados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) em 2018. A renda real do catarinense também estagnou: do primeiro trimestre de 2014 para o primeiro trimestre de 2018 caiu 0,8% -  afirmou Breithaupt.

Marcos Dimitri, gerente de um bar no bairro da Trindade, resolveu apostar e pretende fazer uma programação especial durante o mundial. Contrariando as pesquisas, ele acredita que o movimento no estabelecimento deve crescer 20%  na comparação com dias normais durante o campeonato.

- Temos um publico cativo que sempre assiste jogos aqui. Trocamos no começo do ano as TVs e temos um telão novinho. Começamos a decorar o espaço para receber nossos clientes e estamos otimistas para esta Copa. Teremos uma programação especial com samba em dias de jogos da Seleção. Isso pode chamar os consumidores. Espero ter casa cheia para torcer para o Brasil - disse.

Comportamento do consumidor

Os produtos mais procurados pelos consumidores em Florianópolis serão alimentos e bebidas (11,4%), itens de vestuário masculino, feminino e infantil (7,9%) e TV (3%). Em 2014, os índices foram de 14,7%, 10,5% e 5,2%, respectivamente. A maioria (70,7%) pretende pagar à vista, superando o comportamento nacional (63,6%).

O gasto médio apontado pela maioria dos entrevistados (35%) foi de mais de R$ 300, seguido por 27,6% que devem gastar até R$ 100 e 22,5% com intenção de desembolsar até R$ 200.

Os dados da pesquisa de intenção de consumo foram apurados em 26 capitais e/ou regiões metropolitanas, com cerca de 18 mil consumidores.

Autor Texto: Diário Catarinense

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