Safra em SC deve ser 10% menor em 2018, estima IBGE

Safra em SC deve ser 10% menor em 2018, estima IBGE

Colheita de arroz deve ser 5,33% menor do que em 2017 (Foto: Salmo Duarte / A Notícia)

 

A produção agrícola catarinense deve ser 10% menor neste ano em comparação com 2017. O número puxa mais para baixo uma estimativa que já era de queda de 6%, conforme levantamento realizado mensalmente pelo IBGE e divulgado nesta quinta-feira. Em âmbito nacional, a previsão é de que a safra seja 4,4% inferior ao período anterior. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, atribui o resultado sobretudo às condições meteorológicas, que teria afetado a produtividade das lavouras.

— Houve falta de chuva durante 40 dias na época do plantio da safra, entre agosto e setembro — diz.

A estiagem, complementa o secretário, facilitou a proliferação de pragas como lagartas, o que prejudicou plantações no Extremo-Oeste e do Vale do Rio Uruguai. Somente a colheita de milho, cultura predominante no Estado, terá redução de 17,5% na primeira safra. A projeção também é de diminuição em arroz (5,33%), mandioca (5%) e banana (0,5%). Dos cinco principais cereais, leguminosas e oleaginosas cultivados em Santa Catarina, apenas a soja irá aumentar: 6%, de acordo com a pesquisa.

Se consideradas as dez maiores culturas, o cenário pouco se modifica. Haverá menos cana-de-açúcar (16,6%), fumo (4,8%), trigo (29%) e batata (9% na primeira safra), enquanto o tomate irá se manter estável. Na avaliação de Spies, é preciso ponderar que a chamada “supersafra” do ano passado – creditada ao clima favorável em combinação com o crescimento da produtividade média em todos os produtos analisados – elevou a base de comparação.

– Por isso que essas oscilações não nos espantam. São normais em atividades sujeitas às variações de temperatura e de chuvas, como a agricultura.

Mesmo assim, salienta ele, os indicadores negativos deixam uma lição: é preciso investir em captação e armazenagem de água para irrigação. Segundo o secretário, ainda é pequena a área de lavouras irrigadas nos campos catarinenses. Mas, ressalta, o sistema de crédito rural do Estado já incentiva produtores que queiram adotar tal prática.

 

Por Emerson Gasperin

Diário Catarinense

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