Apesar de faltas pontuais, fornecimento de gás de cozinha está normalizado em SC

Apesar de faltas pontuais, fornecimento de gás de cozinha está normalizado em SC

Revenda em Florianópolis na manhã desta sexta-feira (Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense)

 

Apesar de a entrega do  gás de cozinha estar normalizada em todas as regiões de Santa Catarina, nesta sexta-feira foram registradas faltas pontuais do produto, confirma o Sindicato dos Revendedores de Gás (Sinregás-SC). A entidade não constatou aumento abusivo do produto nas revendas do Estado, mas o presidente do sindicato, Jorge Magalhães de Oliveira, diz que é importante ficar atento. Segundo ele, a média cobrada pelo botijão de gás de cozinha em SC fica entre R$ 69,9 e R$ 85.

Oliveira acredita que até sábado os estoques estarão regularizados no Estado, pois a entrega está acontecendo, inclusive em comércios menores, o que facilita a diluição da distribuição. O produto, que inclui os botijões de gás de cozinha doméstico e os cilindros, para uso industrial, vem de Araucária, no Paraná, e Canoas, no Rio Grande do Sul:

— O gás chegou na quinta-feira normal ao Estado, mas como o mercado está desabastecido existe indisponibilidade pontual na Grande Florianópolis, em Joinville, em Chapecó. Mas eu monitorei todas as regiões e todas estão recebendo. Se não acontecer nada que fuja do nosso controle, não vai faltar mais — defende Oliveira. 

Na distribuidora de gás de cozinha que fica nas margens da rodovia SC-401, no bairro Vargem Pequena, em Florianópolis, por exemplo, os 1.104 botijões que chegaram na manhã desta sexta-feira foram vendidos em apenas três horas. A expectativa é de que sejam entregues mais 800 botijões até o fim do dia, o que dá esperanças para o estudante Lucas Akauã, de 17 anos, que foi tarde e não conseguiu comprar o seu.

— Vim comprar um botijão por precaução, porque não sabemos se a greve (dos caminhoneiros) pode voltar. Ainda temos gás em casa, mas não sei quanto tempo vai durar. Preciso comprar o quanto antes para garantir — afirma Lucas.

 

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL, 01/06/2018: Falta de Gás em depósito na SC401. Na foto: Lucas Akauã.(Foto: CRISTIANO ESTRELA / DIÁRIO CATARINENSE)

Lucas Akauã não conseguiu comprar gás na manhã desta sexta em uma revenda de Florianópolis

(Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense)

 

No Vale do Itajaí, a correria também é grande para tentar abastecer os estabelecimentos de todas as cidades. Na quinta-feira, praticamente todas as 59 revendas de Blumenau trabalharam pra tentar restabelecer os estoques. Mesmo assim, o número ainda é baixo, cerca de 10% dos estoques dos estabelecimentos já foram repostos. Em cidades como Rodeio, Gaspar, Indaial, e Timbó, algumas pessoas estão precisando buscar gás em Blumenau, porque a revenda não está dando conta de entregar.

Sobre a cobrança abusiva de preços, Oliveira diz que não souberam de nenhuma mudança significativa em relação ao cobrado antes dos 10 dias de paralisação dos caminhoneiros:

— Temos acompanhado a variação de preços e aqui na nossa região não vimos nenhum desvio. O que ocorre é que existe muitas revendas irregulares de GLP. Nas revendas que estão legalmente autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), os preços praticados antes do episódio e agora são basicamente os mesmos. Não existe desvio da média estadual.

Para saber se a revenda é autorizada, é importante verificar se o estabelecimento tem uma placa da ANP, que informa o número de autorização do local. 

No último levantamento da agência, realizado no período de 20 a 26 de maio, o preço médio do botijão de gás de cozinha em 100 revendas do Estado era de R$ 69,81. O preço mínimo encontrado foi de R$ 60, o máximo, R$ 85. Então, caso o consumidor encontre o produto à venda muito além dessa média, deve ficar atento. Em caso de aumento abusivo, pode entrar em contato com o Procon de SC no telefone 151 ou procurar o órgão municipal. 

 

Por Karine Wnzel e Rafael Thomé

Diário Catarinense

Outras Notícias

PUBLICIDADE